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quinta-feira, 7 de março de 2013

ARTIGO: Os Entraves do Licenciamento Ambiental Para a Atividade Mineral no Estado do Amazonas



Autores: Elias Vicente da Cruz Santos Júnior1,2 ; Fabio Fernandes1
1 AMAZONGEO Geologia e Meio Ambiente; 2 Centro Universitário do Norte


A exemplo de outras regiões do território brasileiro, o principal entrave para o desenvolvimento da mineração na Amazônia refere-se à obtenção do licenciamento ambiental.
Neste artigo faremos uma breve análise dos principais problemas enfrentados no estado do Amazonas por quem busca regularizar a atividade de prospecção, explotação, beneficiamento e transporte de bens minerais.
Reuniões com grupos de consultores ambientais e empreendedores, além de representantes de órgãos como o Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos - SEMGRH, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas - IPAAM e Secretarias Municipais de Meio Ambiente, levam-nos a concluir que os principais problemas relacionados ao licenciamento ambiental para mineração no estado se referem a:
1)     Reduzido efetivo técnico (geólogos e engenheiros de mina), a exemplo, da gerência de mineração no órgão estadual, que atualmente possuí apenas 1 geólogo, e inexistência de profissionais na grande maioria dos municípios;
2)     Dimensões territoriais continentais do Estado;
3)     Trâmite burocrático e excessivo, tornando o processo demorado e com resultados imprevisíveis;
4)     Inexperiência das equipes técnicas avaliadoras, compostas na maioria das vezes por profissionais desvinculados da área de mineração o que torna a definição de “impactos ambientais significativos” uma incógnita;
5)     Ausência de cronogramas de vistoria e monitoramento, direcionado pela solicitação de renovação e/ou arquivamento;
6)     Insegurança operacional motivada pelo exíguo prazo de validade das licenças de operação (1 a 2 anos no máximo);
7)     Diálogo reprimido entre os envolvidos no licenciamento (empreendedor+consultor+analista);
8)     E o caráter extremamente preservacionista das equipes responsáveis pelo licenciamento da mineração.

Somado a esses problemas tem-se ainda o conflito de competências para realizar o licenciamento, o grande número de unidades de conservação e o código florestal draconiano, que obriga ao empreendedor a preservar 80% da área das propriedades na Amazônia, destacando que se excetua deste cálculo as APP’s.
No que tange o licenciamento para a mineração social (areia, seixo, argila, brita), esses entraves acabam gerando o aumento da clandestinidade, tendo em vista que para os pequenos empreendimentos é praticamente impossível se adequar às imposições dos órgãos licenciadores, destacando-se que esses empreendimentos tem geralmente áreas inferiores a 5 hectares e operam geralmente nas proximidades de Manaus.
A guisa de contribuição apresentamos as seguintes sugestões para melhoria do processo de licenciamento da mineração:
a)     aproximação dos órgãos ambientais e mineral com os atores envolvidos no processo de licenciamento, por meio de reuniões, workshops e palestras;
b)     reestruturação do setor de mineração do Estado, com ampliação do quadro técnico e investimento em capacitação, além de, transparência e padronização mínima na análise processual.

REFERENCIAS
SANTOS JÚNIOR, E. V. da C. & FERNANDES, F. Os Entraves do Licenciamento Ambiental Para a Atividade Mineral no Estado do Amazonas. Anais do 46º Congresso Brasileiro de Geologia e 1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa. Santos, SP.2012.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Dia 29 de maio, o Dia do Geógrafo!



Parabéns aos Profissionais da Geografia, em especial aos que carregam a Geografia do Amazonas nos ombros!

Viva a Geografia, vivam o espaço, vivam o mundo!

Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil


domingo, 18 de março de 2012

PETROLEO AMAZÔNIA - Companhias de petróleo investirão R$ 6,9 bilhões no estado do Amazonas até 2015

Para o quinquênio 2011-2015, a Petrobras prevê investimentos de R$ 5,7 bilhões, segundo plano de negócios
 

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

NOTICIA AMBIENTE: Carnaval em Manaus gera 75% da coleta de lixo de um mês

Segundo dados da Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) indicam que no último fim de semana cerca de 60 toneladas de lixo foram recolhidas

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

NOTICIA MINERAÇÃO: Extração de Potássio no AM vai demorar

As reservas de potássio se concentram em grande parte na região do município de Autazes no AM (Divulgação )

A extração de potássio em Autazes está prevista para daqui a seis ou sete anos, mas ainda não se sabe que empresa beneficiara a matéria-prima em fertilizante.

Entretanto, o trabalho de exploração na área acontece desde 2008 e no último final de semana os autazienses conheceram mais detalhes do projeto em uma audiência pública, realizada na quadra de esportes central do município, a 161 quilômetros de Manaus.

A reunião durou cerca de duas horas e teve a participação de prefeitos da região, do deputado Estadual Sinésio Campos (PT) e na plateia dezenas de funcionários públicos e moradores de Autazes, curiosos em entender o que é potássio e como poderão ser beneficiados. Mas entre vozes de autoridades e contrariando o significado de audiência pública a população não teve voz (grifo meu) para questionar.

Para A CRÍTICA o aposentado José Alairdes da Silva disse acreditar que a exploração de potássio deve trazer melhorias para os autazienses e para a cidade, isso se houver interesse municipal. “Fala-se em potássio em Autazes há muitos anos, mas nenhum político trabalhou nesta causa. O atual prefeito não é muito aceito pela população, mas se conseguir concretizar esse projeto mudaremos nossa opinião sobre ele”.

Para o desempregado Berg dos Santos o assunto ainda é uma incógnita, mas Autazes precisa de uma economia sustentável, pois, segundo ele, há dezenas de desempregados que não tem onde ser empregados.

O carpinteiro Manoel Vasconcelos afirma que se o prefeito não for corrupto pode ser que com a exploração do mineral beneficie a população e traga novas oportunidades. O estudante Renato Gamboa é um dos autazienses já beneficiados com o início da exploração do minério no município.

Há um ano trabalha como serviços gerais na empresa Potássio Brasil - que tem perfurado pontos do município para localizar o mineral. “Faço curso técnico em negócios, mas já estou interessado em fazer algo na área de geologia ou algo mais próximo da mineração”.

De acordo com a Prefeitura de Autazes, a população terá acesso a cursos profissionalizantes para atuar no segmento. O prefeito do município, Wanderlan Sampaio, disse que atualmente 30% dos funcionários da Potássio do Brasil são autazienses e isso deve aumentar nos próximos anos.
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Comentário:
 
Audiência publica onde a população nao tem vez e voz só serve para atender a legislação...geralmente o povo sai do evento menos informado do que quando entrou, os politicos, consultores e funcionarios envolvidos na apresentação saem nas fotos, divulgam como se tivesse ocorrido o "evento do século" e no fim das contas o evento nao serviu pra nada de objetivo a nao ser palanque eleitoral.
Isso precisa mudar!

Saudações Geológicas!
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

sábado, 21 de janeiro de 2012

NOTICIA RISCO GEOLOGICO: Fenômeno de 'terras caídas' volta a ameaçar orla de Parintins, no Amazonas

Há risco de a qualquer momento ocorrer desmoronamento em decorrência de erosão

Extraído de:http://acritica.uol.com.br em 21 de Janeiro de 2012

Rua Nakauth, no bairro de Santa Clara, vem sendo ‘engolida’ por constantes deslizamentos de terra e corre o risco de sumir (Jonas Santos)

Os moradores que têm casas erguidas em ruas próximas à orla de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) estão em estado de alerta por causa do risco de desmoronamento.

Os pontos críticos da ilha que ameaçam ser tragados pelas águas do rio Amazonas foram interditados pela Defesa Civil do Município desde o ano passado, mas a situação se agrava ainda mais com o ciclo da cheia do rio e em decorrência do período chuvoso no Estado do Amazonas.

Até mesmo o muro de arrimo da cidade, que guarda a praça do Comunas, um dos locais mais frequentados por turistas, está com sua estrutura comprometida. O muro de contenção da orla apresenta rachaduras e parte dele foi condenado pelo Corpo de Bombeiros.

No Festival Folclórico de 2011, os barcos foram proibidos de ancorar neste trecho da orla. Várias placas chamam a atenção e sinalizam a atracação para distante dali.

Em duas áreas extremas da ilha o perigo também é evidente. No bairro industrial de Santa Clara, a rua Nakauth poderá desaparecer e, no final da rua Armando Prado, no bairro de São Benedito, os desmoronamentos ameaçam levar as casas.
“Estamos preocupados porque tem chovido bastante esses dias. Já fizemos vários apelos. Queríamos que interditassem a rua de novo porque os carros continuam passando por aqui”, disse Elieuza Souza, 30, que reside no local.
Emergência
A Prefeitura de Parintins e o Governo do Estado decretaram situação de emergência na cidade por conta dessas áreas de risco, ainda no ano passado. “O problema maior do desbarrancamento é na vazante, porque na cheia do rio a água bate e não deixa o muro de arrimo cair”, afirmou o coordenador da Defesa Civil de Parintins, Sebastião Teixeira.

Ele disse que a subida do rio Amazonas aumentou uma média de cinco centímetros diários. O volume de água no dia 19 de janeiro era superior a 2010 e 2011, relacionado ao mesmo período. Em 2010, a cota fluviométrica marcava 3m60 e, em 2011, apontava 2m36. “Neste ano a régua marcou 4m6”, completou o coordenador.

Seinfra
O prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSDB), informou que a prefeitura aguarda a definição com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), e com o Governo Federal para construir o muro de contenção nos bairros de São Benedito e Santa Clara.
“São trechos extensos que requerem um maior volume de recursos financeiros e o município sozinho não tem condições de arcar. Estamos no preparando para fechar os convênios e realizar a obra no primeiro verão”, disse o prefeito. Garcia apontou que esses dois trechos representam o maior perigo de desmoronamento.

Na praça do Comunas, no Centro, onde os paredões do muro de saneamento já apresenta rachaduras, o prefeito anunciou que a prefeitura irá executar a obra com recursos próprios. O município vai desembolsar R$ 200 mil para os serviços.

“Na semana que vem a obra começa na área da praça do Comunas. Ali a situação esta mais fácil de resolver”, conclui o prefeito, que está, em Manaus, e teve ontem um encontro com o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD).

Famílias
A cada chuva, problema se agrava no Nova Vitória. Moradores dizem não ter mais a quem apelar e Seinfra vai enviar técnicos ao local Alexandre Fonseca Casas estão a centímetros da grande cratera que ameaça destruí-las Abandonadas.

É assim que as 20 famílias residentes na avenida João Marcos Posseti, no bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus, se sentem em relação ao que chamam e descaso das autoridades quanto à situação de perigo que estão vivendo.

Toda vez que chove, o barranco onde suas casas foram erguidas cede um pouco mais, colocando em risco a vida das famílias das áreas superior e inferior do barranco. Moradores dizem que não sabem mais o que fazer.

Eles já procuraram as defesas Civis do Estado e do município e a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), mas não obtiveram resposta. “Quando a gente vai lá na Defesa Civil dizem que essa área não existe e que nós, moradores, já saímos daqui e fomos indenizados pela Suhab”, disse o morador Ricardo Dias Frota, 32.

Ricardo mostra que parte do barranco já cedeu e há sinais de erosão vistos no solo das casas, As residências de alvenaria estão rachadas e nas casas de madeira os esteios estão cedendo gradativamente.
“Nós pedimos uma solução ao governo e à prefeitura. Se a área desabar, como a gente vai ficar?”, questionou o vigilante com o laudo da Defesa Civil de 2008 que indica que a área é de risco. A Suhab indica que as ações realizadas na área foram solicitadas pela Secretaria de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra).

Já a Seinfra diz que os técnicos do Departamento de Engenharia vão analisar a situação da área para inserí-la no Plano de Combate a Erosões e verificar se os moradores foram indenizados. O órgão já identificou 63 pontos de erosão nas zonas Norte e Sul de Manaus para intervenção imediata.
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Como sempre a falta de trabalho de base torna as ações mais dificeis, se a Defesa Civil mal conhece as áreas de risco da cidade de Manaus, imagino como deve ser o procedimento no interior do estado....

Em junho de 2011 estive nessa área de Parintins e a situação ja era crítica, imagino que atualmente esteja pior, e como sempre o poder publico apenas solicita que os moradores se retirem do local pois pode desabar, como se os mesmos não soubesse disso! a pergunta é: pra onde ir?

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

OPINIÃO AMAZONAS: Amazonas, um estado turístico mas não para turistas - Texto de Robson Franco


O governo do Amazonas realiza, através da Empresa Estadual de Turismo (AmazonasTur) as primeiras ações de promoções internacionais de 2012 no continente europeu. A primeira parada é em Madri, na Espanha, onde participa da 32ª edição da Feira Internacional de Turismo (Fitur). O segundo evento é a Feira Nórdica de Viagens Matka (Matka Nordic Travel Fair), em Helsinque, capital da Finlândia." A atitude é louvável e mostra que o governo quer incrementar o turismo, prejudicado desde a abertura das importações pelo então presidente Fernando Collor de Mello em 1990, destruindo totalmente o turismo interno de compras e não dando suporte para o turismo receptivo internacional.

Nos últimos anos a rede hoteleira de Manaus cresceu. Pulou do Tropical Hotel e Novotel para perto de uns dez hotéis com boa estrutura para receber não apenas turistas, mas também eventos. Pequenos eventos, é bem verdade, porque não há nenhuma política voltada para este importante segmento. E uma cidade com dois milhões de habitantes e encravada na floresta que leva a mais importante marca da atualidade (Amazônia) não pode ser furtar a deixar de faturar com esta fonte de recursos que movimentaria milhares de empregos diretos e indiretos.

Ora, quem não quer conhecer a exuberância da floresta amazônica hoje em dia? Realizar um evento de sua empresa? Mas esbarra pura e simplesmente na falta de infra-estrutura. Se um dia houver dois eventos de grande porte vai ser um corre-corre daqueles. Manaus não tem restaurantes e auditórios suficientes para isso.

Vou dar um exemplo de como o turista é recebido em Manaus. Semana passada estava em um shopping com um amigo e de repente chega um turista sueco, entrou, olhou a tabela de preços na parede, foi dar uma olhada em outros lkocais e voltou lá. Ficou parado esperando ser atendido. Não me contive e fui conversar com ele, em inglês, para saber o que ele estava procurando. Pura e siomplesmente jantar. Como o local estava lotado, convidei para sentar conosco e fomos conversando.

Não foi surpresa para mim ele dizer que tinha séris dificuldades de comunicação porque os estabelecimentos onde ele ia simplesmente não tinha ninguém que falasse sequer o espanhol ou arranhasse o inglês. Não pára por aí. Se um turista quiser ir fazer um passeio pelo encontro das águas, pode ser explorado por quem faz o serviço avulso em voadeiras, pequenos barcos que muitas vezes não oferece segurança nenhuma e conforto menos ainda, ou ir para as agências de viagens que fazem este tipo de passeio a um preço que também não é dos mais baratos. Mas para quem paga passagens caríssimas de avião para cá isso não deve ser problema.

No ano passado foi realizado o II Forum Mundial de Sustentabilidade no Tropical Hotel, com a presença do ex-presidente Bill Clinton e o ex-ator e ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger, que vieram apeso de ouro. Cachê de US$ 500 mil cada. Naturalmente que receberam apoio do governo do estado e da prefeitura de Manaus. Dizer que o evento atraiu turistas para cá é querer mascarar a realidade, já que isso não aconteceu, nem dizer que o evento chamopu a atenção do mundo para a Amazônia. Além do quê, no mesmo dia, circulou mundo afora as imagens do adolescente que foi baleado por policiais.

Pergunta: qual foi a imagem que ficou para o mundo? A de um evento mal divulgado e que funcionou apenaqs como caça-níquel para os promotores ou a de policiais atirando em um adolescente? Imagem essa que reflete exatamente a quantas anda a segurança no Amazonas.

Investir em turismo não é apenas participar de eventos e feiras para atrair turistas para o Amazonas. Isso aí a própria marca Amazônia jáo faz. Investir em turismo é propiciar condições para que empresários façam investimentos para oferecer melhores condições não apenas ao turista estrangeiro, mas também ao turismo interno e o turismo de eventos. Esse é um ponto de reflexão para que o governo estabeleça política pública de turismo e não apenas ir fazer oba-oba em eventos na Europa. Não quero nem falar em pesca esportiva, outro segmento que movimenta milhões de dólares por ano, mas que não tem tido a menor atenção por aqui.
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Muito bom o texto do Robson, sempre muito direto e objetivo, tem mais de 30 anos que vivemos esse faz de conta.

Conheçam mais textos do Robson Franco em www.arubeardido.blogspot.com

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

Coaching [1]   é uma palavra em inglês que indica uma atividade de formação pessoal em que um instrutor ( coach ) ajuda o seu cliente ( coa...