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sábado, 21 de janeiro de 2012

NOTICIA RISCO GEOLOGICO: Fenômeno de 'terras caídas' volta a ameaçar orla de Parintins, no Amazonas

Há risco de a qualquer momento ocorrer desmoronamento em decorrência de erosão

Extraído de:http://acritica.uol.com.br em 21 de Janeiro de 2012

Rua Nakauth, no bairro de Santa Clara, vem sendo ‘engolida’ por constantes deslizamentos de terra e corre o risco de sumir (Jonas Santos)

Os moradores que têm casas erguidas em ruas próximas à orla de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) estão em estado de alerta por causa do risco de desmoronamento.

Os pontos críticos da ilha que ameaçam ser tragados pelas águas do rio Amazonas foram interditados pela Defesa Civil do Município desde o ano passado, mas a situação se agrava ainda mais com o ciclo da cheia do rio e em decorrência do período chuvoso no Estado do Amazonas.

Até mesmo o muro de arrimo da cidade, que guarda a praça do Comunas, um dos locais mais frequentados por turistas, está com sua estrutura comprometida. O muro de contenção da orla apresenta rachaduras e parte dele foi condenado pelo Corpo de Bombeiros.

No Festival Folclórico de 2011, os barcos foram proibidos de ancorar neste trecho da orla. Várias placas chamam a atenção e sinalizam a atracação para distante dali.

Em duas áreas extremas da ilha o perigo também é evidente. No bairro industrial de Santa Clara, a rua Nakauth poderá desaparecer e, no final da rua Armando Prado, no bairro de São Benedito, os desmoronamentos ameaçam levar as casas.
“Estamos preocupados porque tem chovido bastante esses dias. Já fizemos vários apelos. Queríamos que interditassem a rua de novo porque os carros continuam passando por aqui”, disse Elieuza Souza, 30, que reside no local.
Emergência
A Prefeitura de Parintins e o Governo do Estado decretaram situação de emergência na cidade por conta dessas áreas de risco, ainda no ano passado. “O problema maior do desbarrancamento é na vazante, porque na cheia do rio a água bate e não deixa o muro de arrimo cair”, afirmou o coordenador da Defesa Civil de Parintins, Sebastião Teixeira.

Ele disse que a subida do rio Amazonas aumentou uma média de cinco centímetros diários. O volume de água no dia 19 de janeiro era superior a 2010 e 2011, relacionado ao mesmo período. Em 2010, a cota fluviométrica marcava 3m60 e, em 2011, apontava 2m36. “Neste ano a régua marcou 4m6”, completou o coordenador.

Seinfra
O prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSDB), informou que a prefeitura aguarda a definição com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), e com o Governo Federal para construir o muro de contenção nos bairros de São Benedito e Santa Clara.
“São trechos extensos que requerem um maior volume de recursos financeiros e o município sozinho não tem condições de arcar. Estamos no preparando para fechar os convênios e realizar a obra no primeiro verão”, disse o prefeito. Garcia apontou que esses dois trechos representam o maior perigo de desmoronamento.

Na praça do Comunas, no Centro, onde os paredões do muro de saneamento já apresenta rachaduras, o prefeito anunciou que a prefeitura irá executar a obra com recursos próprios. O município vai desembolsar R$ 200 mil para os serviços.

“Na semana que vem a obra começa na área da praça do Comunas. Ali a situação esta mais fácil de resolver”, conclui o prefeito, que está, em Manaus, e teve ontem um encontro com o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD).

Famílias
A cada chuva, problema se agrava no Nova Vitória. Moradores dizem não ter mais a quem apelar e Seinfra vai enviar técnicos ao local Alexandre Fonseca Casas estão a centímetros da grande cratera que ameaça destruí-las Abandonadas.

É assim que as 20 famílias residentes na avenida João Marcos Posseti, no bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus, se sentem em relação ao que chamam e descaso das autoridades quanto à situação de perigo que estão vivendo.

Toda vez que chove, o barranco onde suas casas foram erguidas cede um pouco mais, colocando em risco a vida das famílias das áreas superior e inferior do barranco. Moradores dizem que não sabem mais o que fazer.

Eles já procuraram as defesas Civis do Estado e do município e a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), mas não obtiveram resposta. “Quando a gente vai lá na Defesa Civil dizem que essa área não existe e que nós, moradores, já saímos daqui e fomos indenizados pela Suhab”, disse o morador Ricardo Dias Frota, 32.

Ricardo mostra que parte do barranco já cedeu e há sinais de erosão vistos no solo das casas, As residências de alvenaria estão rachadas e nas casas de madeira os esteios estão cedendo gradativamente.
“Nós pedimos uma solução ao governo e à prefeitura. Se a área desabar, como a gente vai ficar?”, questionou o vigilante com o laudo da Defesa Civil de 2008 que indica que a área é de risco. A Suhab indica que as ações realizadas na área foram solicitadas pela Secretaria de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra).

Já a Seinfra diz que os técnicos do Departamento de Engenharia vão analisar a situação da área para inserí-la no Plano de Combate a Erosões e verificar se os moradores foram indenizados. O órgão já identificou 63 pontos de erosão nas zonas Norte e Sul de Manaus para intervenção imediata.
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Como sempre a falta de trabalho de base torna as ações mais dificeis, se a Defesa Civil mal conhece as áreas de risco da cidade de Manaus, imagino como deve ser o procedimento no interior do estado....

Em junho de 2011 estive nessa área de Parintins e a situação ja era crítica, imagino que atualmente esteja pior, e como sempre o poder publico apenas solicita que os moradores se retirem do local pois pode desabar, como se os mesmos não soubesse disso! a pergunta é: pra onde ir?

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

sábado, 14 de janeiro de 2012

RISCO GEOLÓGICO: Fortes chuvas deixam 23 pontos de Manaus em alerta contra deslizamentos

A capital amazonense tem 23 áreas em risco de desabamento nas zonas Norte e Leste da cidade

Wallace Abreu - portalamazonia@redeamazonica.com.br


                            Foto: Divulgação/Semmas

MANAUS - Um levantamento realizado entre a Defesa Civil de Manaus e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) mapeia todas áreas de risco na cidade. O estudo já detectou 23 pontos em perigo de deslizamento – e mais podem ser descobertos nos  próximos meses, até a conclusão da pesquisa. São pelos menos 5 mil famílias que estão propensas a sofrer algum tipo de prejuízo com as fortes chuvas.

Segundo o diretor de operações da Defesa Civil de Manaus, Cláudio Belém, o maior problema é que muitas famílias se recusam a sair do terreno, mesmo após ser condenado pelas autoridades. O órgão realiza um trabalho de orientação junto aos moradores destas áreas.  Do total, 110 famílias estão sendo monitoradas constantemente.

O diretor de Operações ressaltou que após o levantamento da situação de risco, a Defesa Civil aciona outra Secretaria competente para agir diante do problema constatado. “Atuamos como um órgão gestor em situações de emergência. Se o problema for um caso de uma drenagem, o caso é repassado a Seminf. Se a situação gerar desabrigados, acionamos a Semasdh ou outra secretaria que venha ajudar a resolver o problema”, explicou Belém.

Mapeamento
Pontos de alagação arco norteleste de Manaus no último levantamento realizado em 2008
Pontos de alagação arco Norte/Leste de Manaus no último levantamento realizado em 2008

De acordo com o pesquisador do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), Reinaldo Corrêa, o mapeamento da cidade não é feito por zonas ou bairros e sim pela identificação das bacias hidrográficas urbanizadas. “Um bom exemplo a ser dado é o da Bacia Hidrogáfica do Mindú que tem sua nascente da Reserva Adolpho Ducke e sua foz no bairro São Raimundo. Essa é uma bacia que atravessa a cidade e passa por diferentes infraestruturas urbanas”, explicou.

O pesquisador aponta que um novo inventário sobre as áreas de risco em Manaus está em fase de finalização e adianta que não houve grandes mudanças em comparação ao último inventário apresentado em 2009. “Não houve o surgimento de novas áreas de risco na capital, nem o desaparecimento de áreas já existentes”, enfatizou Corrêa.

Pontos de desmoronamento em Manaus (Último mapeamento de 2008). Foto: Reprodução

Monitoramento
O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) envia boletins diários com a previsão meteorológica, que norteiam ações do plano de contingência da Defesa Civil. De acordo com as informações, as equipes são deslocadas para as áreas que possivelmente possam ser atingidas e assim iniciar as ações do plano de contingência, antes de alguma situação mais extrema, como desabamentos, deslizamentos ou alagações.

Só em 2011, a Defesa Civil selecionou 60 crianças e adolescentes de  áreas de risco para receberem orientações e se tornarem defensores comunitários. O projeto tem a finalidade de orientar moradores de locais que apresentem algum tipo de risco com informações que possam ajudar em caso de uma situação mais extrema. “Os participantes aprendem noções de primeiros socorros, defesa civil, preservação ambiental, entre outras informações que possam evitar futuros problemas”, destacou Belém.

Orientações
A Defesa Civil alerta que as construções irregulares próximas a encostas ou igarapés podem colocar em risco a vida de muitas pessoas, principalmente no período de chuvas. Outras situações como a construção de muros de contenção com blocos de cimento, jogar lixo ou água de pias, tanques ou chuveiros, enfraquece o solo e aumenta o risco de deslizamento.

A orientação é que ao menor sinal de perigo, o morador saia imediatamente do local e chame a Defesa Civil por meio do número199.

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Todo cabloco amazônico sabe quando começa a temporada de chuvas, porem parece que as autoridades nunca estão preparadas, percebam que o trabalho de cadastramento das áreas de risco é realizado faz tempo, grande responsável por parte desse cadastro inclusive com a identificação dos riscos é realizado pelo Professor Reinaldo e sua equipe do INPA.
 
O mais evidente nesse caso é a falta de profissionais habilitados na Defesa Civil, onde estão os Geógrafos, Geólogos, Engenheiros, Biólogos, Sociólogos e Assistentes Sociais entre outros profissionais?
 
Chegar em uma área de risco e informar que ela pode desabar e que os moradores tem que sair é muito fácil, difícil é retirar os moradores, dar um local digno para morar, conter o risco, para isso é necessário muito mais do que um cadastramento, é necessário levantamento tecnico-cientifico, é preciso equipes qualificadas, é preciso trabalho preventivo, mas sobretudo é necessário vontade política, e esse parece ser o principal entrave...
 
No sudeste do Brasil os problemas ja estão ocorrendo, aqui em Manaus já estamos alertas e os Governantes quando irão acordar?

Saudações Geológicas

Prof. Elias Santos Junior

Manaus - Amazônia - Brasil

sábado, 19 de fevereiro de 2011

EVENTO: EVENTOS EXTREMOS: FENÔMENOS NATURAIS OU CONSEQÜÊNCIAS DAS AÇÕES HUMANAS?


Seis estados duramente atingidos por estes fenômenos, no Rio de Janeiro: Angra dos Reis, Nova Friburgo, Teresópolis, Itaipava e Petrópolis; em Santa Catarina: Blumenau, Itajaí e região; em São Paulo: Atibaia, Franco da Rocha e a própria Capital, Pernambuco e Alagoas, onde as cheias de agosto de 2010 que destruíram cidades e as estiagens no Rio Grande do sul devastando a agricultura local.

A ABAS - Associação Brasileira de Águas Subterrâneas, em parceria com a ABRH – Associação Brasileira de Recursos Hídricos, com a ABGE – Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental e com a ABMS – Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica promove a Mesa Redonda “EVENTOS EXTREMOS: FENÔMENO NATURAIS OU CONSEQÜÊNCIAS DAS AÇÕES HUMANAS ?”  no dia 28 de fevereiro de 2011, na cidade de São Paulo – SP.

De forma inédita, este assunto será abordado em todos seus aspectos, por especialistas das áreas de Hidrologia, Geologia e Engenharia Geotécnica.

Cada vez mais freqüentes no Brasil, os eventos extremos estão em pauta em todas as discussões. É certo que haverá um próximo, quando e onde são as dúvidas.

Muitas vidas estão sendo perdidas ano a ano, ações paliativas em momentos de desespero são tomadas, muito dinheiro a disposição, mas os problemas permanecerão, pois até hoje não se trabalhou na PREVENÇÃO !

Enchentes, deslizamentos, secas / estiagens provocam a perda de centenas de vidas, mas afinal são fenômenos naturais ou reações às ações humanas e reflexos das variabilidades climáticas?

Essa Mesa Redonda objetiva discutir as causas destes fenômenos, se de fato houve aumento em suas ocorrências nos últimos anos, causa e efeitos dos problemas de planejamento urbano, respeito do homem à natureza, a responsabilidade do poder público, das entidades civis e da população.

Participe e traga sua idéia visando contribuir com esta rica discussão.

Logo após esta Mesa Redonda, teremos a Solenidade de Posse da Nova Diretoria da ABAS (Gestão 2011 / 2012), seguida de um Coquetel, conforme programação abaixo.

Data: 28 de fevereiro de 2011

Local: Auditório do Centro Brasileiro Britânico, situado na Rua Ferreira de Araujo, 741, Bairro de Pinheiros na cidade de São Paulo – SP.

PROGRAMAÇÃO
HORÁRIO
ATIVIDADE
13h30
Recepção aos participantes
14h00
Início das Atividades
Presidente: ABAS – Geólogo João Carlos Simanke de Souza
Moderador: Geólogo Álvaro Rodrigues dos Santos
14h15
Palestra: ABRH – Engenheiro Mario Thadeu Leme de Barros
15h00
Palestra: ABGE – Geólogo Fernando Facciolla Kertzman
15h45
Palestra: ABMS – Engenheiro Paulo Henrique Dias
16h30
Palestra: Jornalista convidado
17h15
Debates
18h00
Cerimônia de Posse da Nova Diretoria da ABAS
18h30
Coquetel de Confraternização

INSCRIÇÕES

As inscrições são gratuitas e deverão ser efetuadas até o dia 23 de fevereiro somente através do site: www.abas.org/eventosextremos

Sujeito a disponibilidade de vagas!

INFORMAÇÕES:

Acqua Consultoria
Fone: (11) 3868-0726

PROMOÇÃO

ABAS – Associação Brasileira de Águas Subterrâneas
ABRH – Associação Brasileira de Recursos Hídricos
ABGE – Associação Brasileira de Geologia de Engenharia e Ambiental
ABMS – Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica


APOIO

APG – Associação Paulista de Geólogos


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

NOTICIA: ONU cobra mais ações de governos contra desastres ambientais

Em busca de soluções preventivas eficientes para a redução do risco e exposição a desastres naturais, a Assembleia Geral das Nações Unidas discute a partir de hoje (9) o assunto. A representante especial do secretário-geral da área de redução do riscos de desastres, Margareta Wahlström, disse que o assunto tem urgência devido aos últimos acontecimentos. Só no ano passado, foram registrados 373 desastres terrestres que mataram 300 mil pessoas no mundo.

As informações são da Estratégia Internacional da Organização das Nações Unidas para Redução de Desastres (cuja sigla em inglês é Unisdr). Os casos das inundações e do ciclone de categoria 5 na Austrália, assim como as consequências da chuva na região serrana do Rio de Janeiro também serão discutidas na assembleia.

"Considerando o nível da destruição causado por desastres naturais nos últimos meses, não há momento melhor para discutir os efeitos das catástrofes sobre as pessoas e os prejuízos materiais?, afirmou Margareta. "Investir na redução do risco de desastres não é mais uma opção, mas uma necessidade que deve ser abordada por todos os países."

De acordo com o Centro de Investigação sobre a Epidemiologia dos Desastres (CRED), houve 373 desastres naturais em 2010, que causaram mais de 300 mil mortos e 200 milhões de vítimas, entre feridos e os que ficaram sem lugar para morar. No total, foram gastos US$ 110 bilhões.

"É importante reconhecer a necessidade de reduzir as vulnerabilidades e os riscos de perigos, especialmente nos países em desenvolvimento?, disse Margareta. "Se o mundo não agir agora, veremos mais e mais desastres devido à urbanização desordenada e à degradação ambiental."
 
No ano passado, na lista de desastres naturais com consequências mais graves estão os terremotos no Haiti, no Chile e na China, assim como as inundações no Paquistão e na Europa, além dos incêndios florestais na Rússia, os ciclones e as tempestades tropicais na Ásia. Em maio, haverá um amplo debate sobre o assunto em Genebra, na Suíça.

Fonte: Mútua Caixa de Assistênca dos Profissionais do CREA
Ascom CREA-AM
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Comentario:
Grande parte do problema deriva da falta de compromisso por parte dos Governantes para com a populacao em risco, primeiro porque permite a ocupacao de areas improprias e em segundo lugar por nao ter planos de  monitoramento e emergencia em desastres.

Em Manaus a principal acao da Defesa Civil é colocar placas de notificacao de areas de risco, isso e apenas isso!

 Para uma cidade que se prepara para receber um evento como a Copa 2014 vejo com bastante preocupacao a falta de politicas publicas tais como: equipes medicas de emergencia, hospitais adequados, planos de emergencia, corpo de bombeiros aparelhado entre outras inumeras coisas.

Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

Coaching [1]   é uma palavra em inglês que indica uma atividade de formação pessoal em que um instrutor ( coach ) ajuda o seu cliente ( coa...