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sábado, 31 de agosto de 2013

DOWNLOAD ARTIGO - SISTEMAS PETROLÍFEROS ÍGNEO-SEDIMENTARES: Autores - Jaime Fernandes Eiras e Joaquim Ribeiro Wanderley Filho

Distribuição dos campos de óleo e gás da Bacia do Solimões em função da proximidade da soleira inferior

Olá senhores!

Estou disponibilizando aqui um excelente artigo sobre sistemas petróliferos, o mesmo é de autoria dos Geólogos Jaime Fernandes Eiras e Joaquim Ribeiro Wanderley Filho, façam o download no link abaixo e divirtam-se!


Agradecimentos especiais à Prof. Msc. Moeme Máximo por ter disponibilizado o material

Saudações Geológicas!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

quinta-feira, 7 de março de 2013

ARTIGO: Aspectos da Mineração e Impactos da Exploração de Areia em Manaus - AM


Autores: Fabio Fernandes1; Elias Vicente da Cruz Santos Júnior1,2

1 AMAZONGEO Geologia e Meio Ambiente; 2 Centro Universitário do Norte

Área pré-lavra (foto do arquivo da Amazongeo)

A areia minerada na região de Manaus é resultado da atuação do intemperismo sobre rochas da Formação Alter do Chão (Cretáceo Superior da Bacia do Amazonas). Os depósitos eluvionares, se apresentam em forma de “lentes” com espessura de 2 a 4 metros predominantes, sendo a lavra desenvolvida em mina a céu aberto (cava seca) de forma mecanizada. 


Amplamente utilizada na construção civil a areia que atualmente abastece a cidade de Manaus é fornecida a partir de três principais áreas: entorno das Rodovias BR-174 e AM-010, e região do Tarumã. 

As minas distam até 80 km da sede do município, apresentam areais distribuídos em superfície aplainada formando platôs, localmente constituído por pacote arenoso, de coloração branca, de variada seleção, podendo apresentar alguma estratificação insipiente, recobertos por areias de coloração escura, decorrente de seu conteúdo em matéria orgânica. 

Os rejeitos da atividade areeira, via de regra, representam pequeno volume e são integralmente aproveitados na reabilitação da área. Depositados em “pilhas” são resultado do acumulo de solo, de vegetação e das areias de coloração escura, valendo resaltar que esta última tem encontrado crescente mercado, gerando dividendos para a atividade exploratória e “transtornos” quando da reabilitação da área, em decorrência do baixo volume orgânico disponível. 

Os empreendimentos mineiros são de pequeno a médio porte, operados por pessoas físicas e jurídicas, não vinculadas a sindicatos ou associações representativas, ora inexistentes, o que dificulta a interlocução com os órgãos reguladores da atividade mineira. 

Anterior a qualquer legislação que disciplina a atividade de mineração, a explotação de areia, acumulou, ao longo das últimas décadas, um grande passivo ambiental devido a falta de aprimoramento técnico, organização e racionalização da atividade. 

O passivo ambiental da atividade do setor areeiro pode ser avaliado pelo não cumprimento das condicionantes das Licenças de Operação e implantação das propostas de reabilitação das áreas. 

Nos empreendimentos visitados várias “não-conformidades” foram identificadas, algumas significativas, tais como, ausência de responsável técnico pela lavra, reabilitação não iniciada e operação realizada por terceiros, não comunicada aos órgãos reguladores da atividade mineira. Desmatamento não orientado, frentes de lavra aleatórias, delimitação deficiente, acúmulo de água e rejeitos mal armazenados, constituem as principais deficiências. 

Área pós-lavra (foto do arquivo da Amazongeo)

A que pese a ausência de investimentos na capacitação técnica dos funcionários, o desenvolvimento exploratório dá-se de modo regular, quase que exclusivamente pela “experimentação”. 

Rochas alteradas da Formação Alter do Chão (quartzo-arenitos, quartzo-grauvacas, arenito arcoseanos e siltitos) constituem, comumente, o limite exploratório dos depósitos de areia, substrato sobre o qual se inicia a reabilitação, onde se propõem implantar atividades agrícolas, aquícolas e de reflorestamento. Tal substrato possui elevada resistência mecânica, baixa fertilidade e moderada permeabilidade, necessitando de intervenção antrópica prolongada quando destinado ao uso agrícola/florestal, e imprescindível impermeabilização para o desenvolvimento de atividade aquícola. 

No campo acadêmico-científico, projetos de recuperação de áreas degradadas pela atividade em questão, apresentam pouco ou nenhum interesse, contribuindo para a ausência de parâmetros técnicos (teóricos e práticos). 

Uma mineração mais eficiente e com menor passivo ambiental, legal e com retorno a sociedade, certamente deverá passar por uma reestruturação do setor mineral local.
REFERENCIAS:

FERNANDES, F. & SANTOS JÚNIOR, E. V. da C. Aspectos da Mineração e Impactos da Exploração de Areia em Manaus - AM. Anais do 46º Congresso Brasileiro de Geologia e 1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa. Santos, SP.2012.


PALAVRAS CHAVE: mineração, deficiência operacional, passivo ambiental. 

ARTIGO: Os Entraves do Licenciamento Ambiental Para a Atividade Mineral no Estado do Amazonas



Autores: Elias Vicente da Cruz Santos Júnior1,2 ; Fabio Fernandes1
1 AMAZONGEO Geologia e Meio Ambiente; 2 Centro Universitário do Norte


A exemplo de outras regiões do território brasileiro, o principal entrave para o desenvolvimento da mineração na Amazônia refere-se à obtenção do licenciamento ambiental.
Neste artigo faremos uma breve análise dos principais problemas enfrentados no estado do Amazonas por quem busca regularizar a atividade de prospecção, explotação, beneficiamento e transporte de bens minerais.
Reuniões com grupos de consultores ambientais e empreendedores, além de representantes de órgãos como o Departamento Nacional de Produção Mineral - DNPM, Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos - SEMGRH, Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas - IPAAM e Secretarias Municipais de Meio Ambiente, levam-nos a concluir que os principais problemas relacionados ao licenciamento ambiental para mineração no estado se referem a:
1)     Reduzido efetivo técnico (geólogos e engenheiros de mina), a exemplo, da gerência de mineração no órgão estadual, que atualmente possuí apenas 1 geólogo, e inexistência de profissionais na grande maioria dos municípios;
2)     Dimensões territoriais continentais do Estado;
3)     Trâmite burocrático e excessivo, tornando o processo demorado e com resultados imprevisíveis;
4)     Inexperiência das equipes técnicas avaliadoras, compostas na maioria das vezes por profissionais desvinculados da área de mineração o que torna a definição de “impactos ambientais significativos” uma incógnita;
5)     Ausência de cronogramas de vistoria e monitoramento, direcionado pela solicitação de renovação e/ou arquivamento;
6)     Insegurança operacional motivada pelo exíguo prazo de validade das licenças de operação (1 a 2 anos no máximo);
7)     Diálogo reprimido entre os envolvidos no licenciamento (empreendedor+consultor+analista);
8)     E o caráter extremamente preservacionista das equipes responsáveis pelo licenciamento da mineração.

Somado a esses problemas tem-se ainda o conflito de competências para realizar o licenciamento, o grande número de unidades de conservação e o código florestal draconiano, que obriga ao empreendedor a preservar 80% da área das propriedades na Amazônia, destacando que se excetua deste cálculo as APP’s.
No que tange o licenciamento para a mineração social (areia, seixo, argila, brita), esses entraves acabam gerando o aumento da clandestinidade, tendo em vista que para os pequenos empreendimentos é praticamente impossível se adequar às imposições dos órgãos licenciadores, destacando-se que esses empreendimentos tem geralmente áreas inferiores a 5 hectares e operam geralmente nas proximidades de Manaus.
A guisa de contribuição apresentamos as seguintes sugestões para melhoria do processo de licenciamento da mineração:
a)     aproximação dos órgãos ambientais e mineral com os atores envolvidos no processo de licenciamento, por meio de reuniões, workshops e palestras;
b)     reestruturação do setor de mineração do Estado, com ampliação do quadro técnico e investimento em capacitação, além de, transparência e padronização mínima na análise processual.

REFERENCIAS
SANTOS JÚNIOR, E. V. da C. & FERNANDES, F. Os Entraves do Licenciamento Ambiental Para a Atividade Mineral no Estado do Amazonas. Anais do 46º Congresso Brasileiro de Geologia e 1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa. Santos, SP.2012.

domingo, 21 de novembro de 2010

AMAZONIA: ANTA VIRA ELEFANTE NA TELEVISÃO

Ola companheiros, estou ja  a algum tempo sem postar novidades aqui no blog, o trabalho me consome e estou passando por um breve momento de falta de inspiracao para escrever (espero que seja realmente breve!).

Mas hoje li algo que me chamou atencao, o texto do Prof. Jose Ribamar Bessa Freire sobre a forma como os forrasteiros olham a Amazonia, coloco o link para que voces possam ler diretamente do blog do Jornalista Altino Machado.

Abracos,
Geologo Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

sábado, 16 de outubro de 2010

ARTIGO: ANÁLISE GEOGRÁFICA DAS ÁREAS DE RISCO EM MANAUS (AMAZONAS, BRASIL)

 Imagem aerea de Manaus - Fonte

Ola colegas que acompanham o blog, estava navegando pela rede e encontrei o artigo abaixo que trata da ANÁLISE GEOGRÁFICA DAS ÁREAS DE RISCO EM MANAUS (AMAZONAS, BRASIL), esse artigo e de autoria de Karla Regina Mendes Cassiano & Reinaldo Corrêa Costa do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, a quem agradeco por citarem minha dissertação de mestrado como uma das fontes consultadas.

Saudaçoes Geológicas
Professor Elias Santos Júnior
Manaus  - Amazonas - Brasil
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Resumo:
ANÁLISE GEOGRÁFICA DAS ÁREAS DE RISCO EM MANAUS (AMAZONAS, BRASIL)
Autores: Karla Regina Mendes Cassiano & Reinaldo Corrêa Costa


Introdução
A  pouca  importância  com  a  ecodinâmica  dos  espaços  herdados  da  natureza impactando o cotidiano (história em movimento) urbano contribui para a formação de áreas vulneráveis, ou seja, áreas de  risco que comprometem o cotidiano da cidade e dos citadinos (principalmente na época das chuvas) e já causaram eventos fatais. Este fato  pode  ser  observado  em  Manaus  (Amazonas,  Brasil),  onde  os  espaços  para  a
construção  de  habitações  são  apropriados  pelas  classes  sociais  com  maior  poder aquisitivo,  enquanto  os  pobres  (com  menor  poder  aquisitivo)  ocupam  as  margens alagáveis de igarapés (pequenos cursos fluviais) e encostas susceptíveis aos processos erosivos. 
 
O sítio geomorfológico de Manaus está localizado à margem esquerda do Rio Negro próximo  à  confluência  com  o  Rio  Amazonas  sobre  terrenos  datados  do Terciário/Quaternário, onde está a  formação Altér do Chão. A geomorfologia do sítio de Manaus  influencia, pela  sua constituição, os espaços ocupados por classes  sociais diferentes cujo custo da construção é  influenciado pela dinâmica  topográfica e pelas bacias  hidrográficas  urbanas,  assim  como  pela  susceptibilidade  à  especulação imobiliária  para  diversos  fins.  

Essa  geomorfologia mostra  as  áreas mais  propensas  a acidentes  e  danos  e  quais  estão  em  tipos  geomorfológicos  “seguros”  (geralmente tabuleiros bem drenados), em fim quais os espaços que receberam  infra-estrutura no sítio urbano. 
 
Deste modo, o presente  trabalho  traz uma análise  das áreas de  risco em Manaus utilizando os procedimentos de Geossistema e Formação Sócioespacial, ambos como teoria e como método, pois é a partir do encontro entre esses dois paradigmas que se tem  uma  visão  integrada  entre  Geografia  Física  e  Geografia  Humana  como  relação interativa  natureza-sociedade,  pensar  o  risco  como  elemento  da  dinâmica geomorfológica e social para construção de cartas de análise e grau de risco com fins de  planejamento  e  zoneamento  aliada  à  dinâmica  social  e  suas  contradições  em específicas unidades espaciais de análise.

Publicado em:
VI Seminário Latino-Americano de Geografia Física
II Seminário Ibero-Americano de Geografia Física
Universidade de Coimbra, Maio de 2010 

quinta-feira, 10 de junho de 2010

ARTIGO: 5 DE JUNHO, DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E AS GERAÇÕES

Divulgo aqui o artigo elaborado pelo colega Professor Jose Roselito

5 DE JUNHO, DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE E AS GERAÇÕES  

José Roselito Carmelo da Silva, Geógrafo
jroselito@uol.com.br

Historicamente falando, passaram-se 38 anos da primeira grande Conferencia Mundial de Meio Ambiente, quando em 1972 na cidade de Estocolmo na Suécia, 113 países se reuniram entre os dias 5 e 16 de junho para marcar a história sobre o meio ambiente, a degradação foi o tema, principalmente a poluição ocasionada pelas indústrias que se espalharam por todos os lugares da Terra,

Isso comprova que na época já era elevado o índice de degradação em nosso planeta, conforme pequeno trecho da Declaração de Estocolmo que diz: “Em redor de nós vemos multiplicarem-se as provas do dano causado pelo homem em muitas regiões da Terra: níveis perigosos de contaminação da água, do ar, da terra e dos seres vivos; grandes transtornos do equilíbrio ecológico da biosfera: destruição e esgotamento de recursos insubstituíveis e graves deficiências nocivas à saúde física, mental e social do homem, no meio por ele criado, especialmente naquele em que vive e trabalha”.

O encontro foi o mais importante em termos de debates sobre os problemas ambientais, várias ações foram tomadas entre elas, o dia 5 de junho para ser celebrado todos os anos o dia mundial do meio ambiente.  Desde sua criação até os nossos dias, passaram várias gerações, entre elas: a geração paz e amor, a geração cocota, a geração dos embalos de sábado a noite, a geração coca-cola, a geração dos vídeos games e hoje a geração twitter.

Esses acontecimentos embalaram sonhos de gerações que assimilaram muito bem e corresponderam com mais consumo, isso é perfeito! Mas a data que foi criada naquele primeiro encontro mundial para ser momento de reflexão e mudanças em direção ao desenvolvimento sustentável, não foi capaz até o momento de seduzir gerações, atualmente, os tomadores de decisões que foram das gerações, paz e amor, cocota, embalos de sábado a noite e dos vídeos games, tem se apossado da temática ambiental para algum tipo de autopromoção. E o dia 5 de junho? Ora, apenas passa pelas gerações.

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

Coaching [1]   é uma palavra em inglês que indica uma atividade de formação pessoal em que um instrutor ( coach ) ajuda o seu cliente ( coa...