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sábado, 20 de outubro de 2012

NOTICIA: Mineração urbana pode ser fonte de ouro no lixo, diz relatório



BBC 09/10/2012 08h42 - Atualizado em 09/10/2012 09h07

Segundo Greenpeace, só na Argentina, consumidores 'jogam no lixo' mais de 200 quilos de ouro por ano.


Lixo ouro (Foto: AFP) 
Lixo eletrônico é separado e materiais preciosos
são reaproveitados na cadeia produtiva (Foto: AFP)


Um relatório da organização ambientalista Greenpeace afirma que, no ano passado, os argentinos jogaram no lixo o equivalente a 228 kg de ouro, 1,7 mil kg de prata e 81 mil kg de cobre, por falta de reciclagem.

Segundo o Greenpeace, o material está presente em dez milhões de celulares que são jogados fora por ano no país, e que – para piorar – poluem a terra, o ar e a água.

O relatório chama atenção para um setor conhecido como mineração urbana, atividade muito pouco difundida na América Latina, mas que na Europa, no Japão e na Coreia do Sul está se transformando em um importante gerador de emprego e riqueza, comparável até à mineração tradicional.

Ouro inexplorado
 
Mineração urbana é a reciclagem de materiais de valor presentes em resíduos eletrônicos, como ouro, prata, cobre, platina, alumínio, aço, terras raras (minerais concentrados na China) e plástico.

O ouro é um dos diversos componentes de computadores e celulares, por causa de suas propriedades de condução e estabilidade.

Um estudo recente da Universidade das Nações Unidas no Japão estima que a fabricação de equipamentos tecnológicos receba o equivalente a US$ 16 bilhões de ouro e US$ 5 bilhões de prata. De acordo com a pesquisa, apenas 15% desse material é reaproveitado via reciclagem.

A proliferação de dispositivos eletrônicos e o curto período para que eles se tornem obsoletos geram milhões de toneladas de resíduos. O número de depósitos para lixo eletrônico também cresce exponencialmente por ano.

A reciclagem ainda é limitada, mas alguns analistas acreditam que exista nesse setor uma grande oportunidade de negócios.

Um estudo da empresa Frost & Sullivan destaca que a mineração urbana gerou US$ 1,42 bilhão em 2011. A expectativa – segundo o relatório "Oportunidades globais no mercado dos serviços de reciclagem de lixo elétrico e equipamento eletrônico" – é que esse mercado alcance um valor de US$ 1,8 bilhão até 2017.

O mercado crescente é o dos países emergentes. Mas, na América Latina, esse tipo de reciclagem ainda é incipiente.
Recente
Dados da Plataforma Regional de Resíduos Eletrônicos na América Latina e Caribe – iniciativa chilena com financiamento canadense – mostram que países como Brasil, Chile, Argentina, Peru e Colômbia ainda não têm a infraestrutura necessária para reciclar mais resíduos eletrônicos.

O índice chileno de reciclagem desse tipo de resíduo é de 1,5% a 3%. Na Argentina, o percentual chega a 10%.
"A Argentina é um dos países que mais destacaram a reciclagem de lixo eletrônico", disse Verônica Calona, da empresa de reciclagem Silke, ao serviço em espanhol da BBC.
"Somos operadores de 100% de resíduos de aparelhos eletrônicos. O resto [do mercado] são empresas que trabalham com outro tipo de atividade e foram incluindo isso pouco a pouco. Há metais que comercializamos no mercado interno e material de placas eletrônicas que exportamos, porque não existem na Argentina empresas de tecnologia que reciclem esse tipo de material."
"A mineração urbana é muito recente, é preciso esperar e ver se a atividade vai evoluir um pouco", afirmou Verônica.
Terras raras
Além das perdas econômicas por falta de reciclagem, ambientalistas alertam para os crescentes riscos de poluição.

Nos Estados Unidos, a agência ambiental do governo EPA estima que o lixo eletrônico seja 70% da fonte de contaminação de rios e do ar por metais pesados como mercúrio, cádmio, chumbo, bromo e selênio.

"Na Argentina, descartam-se 10 milhões de celulares por ano e um milhão de computadores, e a metade termina em lixões", disse Lorena Pujó, do Greenpeace na Argentina.

A entidade produziu um relatório especial sobre o país, em um momento em que o Congresso argentino discute uma legislação especial sobre resíduos eletrônicos.

"Estamos tentando expor publicamente a falta de sentido de todo esse sistema. Por um lado, estamos esgotando recursos naturais finitos com a mineração, mas jogamos no lixo um monte de recursos sem reciclagem."
Com intuito de mudar essa situação, países como Costa Rica, Peru e Colômbia contam com leis que regulam a gestão de resíduos eletrônicos.

Um novo ponto pode contribuir para o aumento da reciclagem no futuro: o fato de que a indústria de eletrônicos depende cada vez mais de terras raras – minerais em abundância na China, que detém 97% das reservas conhecidas.

Nesse contexto, a reciclagem de resíduos eletrônicos pode se transformar em um novo "Eldorado" para os investidores.

Extraído de: http://g1.globo.com
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Lembrei de uma aula de Geologia Ambiental do Prof. José Alecrim na qual o mesmo perguntou onde estavam as grandes minas de metais a serem exploradas, apos alguns minutos ele disse: -Nas Cidades!

Já se passaram 13 anos dessa aula e eis uma tendencia se confirmando, fico feliz de ter seguido os ensinamentos deste nobre Professor, ele estava à frente do seu tempo! 

Na maioria das vezes essas afirmações em sala de aula são seguidas de risadas, do desdem, no fim alguns percebem que o Professor estava certo.

Geologuemos, poís nunca foi tão fácil!

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

 


  

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

NOTICIA: Astrônomos descobrem planeta de diamantes

Planeta rochoso tem temperatura média da superfície de 2.150 graus Celsius

Publicado:

O desenho da Nasa mostra o planeta de diamante
Foto: Reuters
O desenho da Nasa mostra o planeta de diamante Reuters
Ele pode não brilhar como uma estrela, mas, ainda assim, é um diamante no céu, de acordo com astrônomos que descobriram o planeta rochoso, similar à Terra, mas cujo interior é feito da pedra preciosa.

O planeta de diamante é um dos cinco exoplanetas que orbitam uma estrela distante chamada Cancri 55, a cerca de 40 anos-luz do Sistema Solar, mas visível a olho nu na constelação de câncer.

Cientistas dizem que a análise da composição química do planeta, baseada nas medidas de massa e óleo, além de análises computacionais, sugerem que a sua crosta é, em grande parte, composta de cristais sólidos de carbono.

— São as primeiras análises de um planeta rochoso com uma química fundamentalmente diferente da Terra. A superfície deste planeta é, aparentemente, coberta de grafite e diamante, em vez de água e granito — explicou Nikky Madhusudhan, da Universidade de Yale.

O raio do planeta é o dobro do da Terra, mas sua massa é oito vezes superior. Ele orbita sua estrela numa velocidade tão alta que um ano dura apenas 18 horas.

A temperatura média da superfície é de 2.150 graus Celsius e, por isso, não há nenhuma possibilidade de existência de água e de qualquer forma de vida. O estudo, publicado na “Astrophysical Journal Letters”, estima que pelo menos um terço do planeta seja composto de diamante. O restante é feito de grafite, ferro, carbonato de silício e silicatos.

— A Terra, em comparação, é rica em oxigênio, mas extremamente pobre em carbono, menos de uma parte em mil em termos de massa 

— disse Kanani Lee, geólogo de Yale e co-autor do estudo.

É a primeira vez que os astrônomos identificam um planeta de diamante, embora tenham teorizado sobre sua existência por muito tempo.

O Professor de astronomia de Yale, David Spergel afirmou:
— Estrelas são simples. Se conhecermos sua massa e idade, sabemos sua estrutura básica e sua história. Planetas são muito mais complexos. Essa super Terra provavelmente é um exemplo das incríveis descobertas que ainda nos aguardam ao explorarmos os planetas das estrelas próximas.
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Muito interessante!
 
Saudações Geológicas
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil
 

domingo, 23 de setembro de 2012

NOTICIA GEOLOGIA: Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo

Por Maria Luciana Rincon Y Tamanini em 19 de Setembro de 2012
Extraído de http://www.tecmundo.com.br 
Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo 
(Fonte da imagem: Thinkstock)

De acordo com uma notícia publicada pelo site Gizmodo, geólogos russos acabaram de revelar que possuem a maior reserva de diamantes do planeta, possuindo mais rochas do que todas as demais minas do mundo juntas.

Trata-se de uma cratera formada pelo choque de um asteroide na região norte da Sibéria ocorrido há 35 milhões de anos, que criou uma área de impacto de quase 100 quilômetros de diâmetro. Os especialistas acreditam que a cratera provavelmente conta com trilhões de quilates de diamantes, ou seja, uma quantidade suficiente para abastecer o mercado durante três mil anos. Isso mesmo, três mil anos!

Segundo uma publicação do site The Verge, esses diamantes são especialmente valiosos por terem sido formados pelo resultado do impacto de um asteroide em uma área rica em carbono. E, embora não possam ser utilizados como joias — que decepção! —, eles são extremamente importantes graças a suas aplicações industriais.

Diamantes tecnológicos

Rússia revela ter a maior reserva de diamantes do mundo 
(Fonte da imagem: Reprodução/THE VERGE)

Conforme explicaram os geólogos, essas rochas únicas, conhecidas como impactitos, são duas vezes mais duras do que os diamantes normais, além de serem especialmente apreciadas pelo tamanho de suas partículas e pelas suas características abrasivas.

 Apesar de a cratera ter sido descoberta na década de 70, segundo a ITAR-TASS, a Rússia parecer ter esperado o momento apropriado para revelar esse tão bem guardado segredo. Na época em que a reserva foi encontrada, os russos já estavam faturando o suficiente com a produção de diamantes sintéticos e, como o mercado era fortemente regulamentado, valia mais a pena guardar segredo e esperar. Sábia decisão!

No momento, esse tipo de diamantes está sendo cada vez mais utilizado pela indústria tecnológica, e a tendência é de que cada vez mais dispositivos e inovações — como o uso de lasers e o processo de fusão nuclear — dependam dessas rochas. Agora, os russos ficam em uma posição bastante favorável no mercado, podendo inclusive controlar a demanda mundial desse material único.

 
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Bem interessante!
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Prof. Elias Santos Junior
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terça-feira, 20 de março de 2012

NOTICIA MINERAÇÃO: Itaoeste negocia parceria em minério tálio

Por Vanessa Dezem e Ivo Ribeiro, Valor Econômico extraído de: http://www.olacyrmoraes.com.br

 
"Vejo a chance de fazer em mineração um 'replay' do que fiz na soja" Olacyr de Moraes

O empresário Olacyr de Moraes, às vésperas de completar 81 anos, aposta na mineração como uma nova frente de negócios. Ele está em negociações com três grupos estrangeiros para formar uma parceria de exploração e produção de tálio, um mineral raro na natureza, até agora só extraído como "impureza" de outros metais, principalmente do zinco. Por meio de sua empresa de pesquisa e desenvolvimento mineral, a Itaoeste, criada em 2002, o ex-rei da soja do país espera ainda este ano ter a licença para começar a extrair o metal.

"Estamos confiantes. O tálio é nosso projeto em melhor nível de maturação", afirmou Moraes, em entrevista ao Valor. Descoberta no ano passado, a reserva de tálio em Barreiras, na Bahia, é superior a 60 toneladas em apenas em uma área (704 hectares), que corresponde a apenas 2% de um total de 44 mil hectares pesquisados pela Itaoeste. Hoje, segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos (USGS), o consumo global de tálio está no patamar dos 10 toneladas por ano.

Cotado na faixa de US$ 6 o grama, o tálio é um mineral de alto valor agregado, utilizado em indústrias que adotam tecnologias de ponta. Ele é aplicado como contraste em exames cardiovasculares, em ligas metálicas supercondutoras, além de ser utilizado como material termoelétrico, que gera corrente elétrica pela diferença de temperatura (com uso em motores de veículos, geladeiras e até chips), além de leds, lente, células fotoelétricas e vidros.

Os únicos grandes produtores do metal são China e Cazaquistão. Em 2009, no entanto, a China eliminou benefícios fiscais para exportação e passou a importar, em um movimento para atender a demanda interna. O Cazaquistão está hoje, portanto, na liderança da produção do metal. "A demanda por tálio está reprimida e vai acompanhar o aumento da oferta do metal", disse o diretor de operações da Itaoeste, Carlos Cerri.

Na Bahia, o mineral foi encontrado em uma mina a céu aberto, associado a manganês e cobalto. Nas demais reservas do mundo, no entanto, aparece associado a zinco, chumbo e cobre, geralmente em minas subterrâneas, de alto custo de exploração. "No Brasil, o tálio é aflorante", disse Cerri. Segundo ele, já foi observado o mesmo potencial em toda a área requerida. O tálio será extraído junto com 300 mil toneladas de manganês, próprio para a produção de sulfato (uso na agricultura) e eletrolítico (para ligas especiais).

A Itaoeste admite que tem fôlego para implantar um projeto de produção, que pode ser um primeiro módulo, de 6 a 10 toneladas de tálio mais 30 mil toneladas de manganês ao ano. Para essa fase, teria investimentos de US$ 50 milhões. Com a venda dessa produção, poderia obter faturamento inicial na faixa de US$ 70 milhões a US$ 100 milhões por ano.

A ideia, informou Moraes, é começar a exportar o concentrado (material não refinado) para países como Coreia do Sul, Japão, China e para Europa, até que se tenha a tecnologia de refino. "Vejo a chance de fazer na área de mineração um 'replay' do que fiz no negócio da soja. Fui pioneiro, mas paguei um alto preço", comentou. Se tudo correr como espera, estima que a exploração apenas de desse metal raro poderá gerar US$ 1 bilhão de faturamento.

"Um parceiro aceleraria o processo e seria o ideal, para trazer a experiência do mercado", explicou Moraes. Segundo ele, a companhia domina o processo de extração e separação e aguarda a licença para a lavra do metal, que deve sair antes de um ano. "Quando ganharmos o poder de lavra, começamos a faturar. Até o fim de 2013, vamos começar a beneficiar o metal".

A Itaoeste investe R$ 1,5 milhão por mês em pesquisa e exploração, com recursos, segundo ele, próprios, grande parte provenientes de seus antigos negócios. A empresa tem 200 mil hectares nos Estados de São Paulo, Piauí e Bahia, em jazidas de ferro, cobre, titânio, fosfato, calcário para cimento, granito preto e mármore.
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O potencial mineral brasileiro é surpreendente, pena que os procedimentos para regularização sejam tão complicados, onerosos e demorado.

Toda essa demora nos processos de analise de requerimentos para pesquisa e lavra fazem com que o minério acabe saindo de forma clandestina, caso muito comum no estado do Amazonas.

No Amazonas temos uma demanda muito grande por profissionais aptos a realizar pesquisa mineral, hoje temos inumeros pedidos de alvará de pesquisa e não conseguimos montar as equipes de execução, existe a promessa de criação de cursos de Tecnico de Mineração e talvez nem isso supra a demanda.

Espero que o novo Marco Regulatório da Mineração venha agilizar esses procedimentos.

Brasil, vamos minerar!

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

NOTICIA AMBIENTE: Morta há 32 mil anos, uma flor do Ártico renasce

Extraído de: Portal D24AM
22 Fev 2012 . 08:25 h . Agência O Globo 

[ i ] Semente de planta da Idade do Gelo é recuperada por cientistas russos em toca de esquilo.
Fruto foi guardado por um esquilo em sua toca na tundra, no noroeste da Sibéria, onde passou milhares de anos congelado até ser desenterrado pelos especialistas há alguns anos

Londres - Diversas plantas foram geradas a partir do fruto de uma pequenina flor do Ártico que morreu há 32 mil anos, segundo anunciou ontem um grupo de cientistas russos.

O fruto foi guardado por um esquilo em sua toca na tundra, no noroeste da Sibéria, onde passou milhares de anos congelado até ser desenterrado pelos especialistas há alguns anos. As plantas são parecidas com a atual Silene stenophylla.

Esta seria a mais antiga planta recuperada por meio de tecido antigo. Até agora, o recorde era de uma palmeira, gerada a partir de uma semente de 2 mil anos, recuperada numa antiga fortaleza em Masada, em Israel.

Sementes e determinadas células podem durar por milhares de anos sob determinadas condições climáticas, mas muitas alegações de longevidade extrema não resistiram a um exame mais minucioso e biólogos aguardam confirmações independentes do estudo. Histórias de trigo crescendo a partir de sementes achadas em tombas de faraós já foram desacreditadas, por exemplo. Sementes de um tipo de ervilha supostamente de dez mil anos atrás foram achadas em uma mina de ouro soterrada em Yukon, no Canadá. 

Mas as sementes, datadas posteriormente pelo método do radiocarbono, revelaram-se modernas.

A despeito da polêmica, a nova descoberta está calcada em uma datação de radiocarbono acurada. Um caminho similar de investigação do passado distante, o do DNA antigo, foi primeiro desacreditado depois que o anúncio de um DNA de dinossauro se revelou falso. Mas agora, com métodos mais modernos, produziu excelentes resultados na reconstituição do genoma do Neandertal.

O novo estudo, feito por um grupo coordenado por Svetlana Yashina e Dadiv Gilichinsky, do Centro de Pesquisa Pushchino, da Academia de Ciências da Rússia, foi publicado na última edição da “Proceedings of the National Academy of Sciences”, a PNAS.

— Trata-se de um incrível avanço — afirmou Grant Zazula, do Programa de Paleontologia de Whitehorese, no território Yukon, no Canadá, que revelou que as sementes encontradas na mina canadense eram modernas. — Não tenho dúvidas de que se trata de uma descoberta legítima.

Mas o estudo russo deve demandar muitos pedidos de novas provas de legitimidade.
— Está muito além do que esperávamos — afirmou Alastair Murdoch, especialista em sementes da University of Reading, no Reino Unido. 
— Quando as sementes ficam expostas a 7 graus Celsius negativos, depois de 160 anos, apenas 2% delas ainda são capazes de germinar.

As sementes usadas no estudo estavam estocadas em tocas de esquilos e ficaram durante todo esse tempo congeladas a temperaturas de 7 graus negativos.
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Interessante! 
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domingo, 12 de fevereiro de 2012

CONCURSO: Prefeitura de Manaus abre quatro editais para 394 vagas

 

A Prefeitura lançou editais de concursos para o total de 394 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior.

Fonte: Portal Amazônia, com informações do G1.

MANAUS- A Prefeitura de Manaus lançou quatro editais de concursos para o total de 394 vagas e formação de cadastro de reserva em cargos de nível médio e superior. Os salários vão de R$ 902,60 a R$ 6.615. As vagas são para preenchimento de cargos na Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Semdej), Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabildade (Semmas), Fundação de Apoio ao Idoso Douthor Thomas e Instituto Social de Ordem e Planejamento Urbano (Implurb). Os editais estão disponíveis no www.cetroconcursos.org.br.

Para a Semdej, são 77 vagas e cadastro de reserva para os cargos de analista municipal – orientação de atividades/desportivas I (R$ 1.660) e de orientação de atividades/desportivas II (R$ 902,60). Os cargos exigem nível superior em educação física. O valor da taxa de inscrição será de R$ 75. As provas objetivas terão a duração de 4 horas e serão aplicadas na data provável de 1º de abril, no turno matutino para o cargo analista municipal/orientação de atividades desportivas I e no turno vespertino para o cargo analista municipal/orientação de atividades desportivas II.

Na Semmas, são 37 vagas e cadastro em cargos de nível superior. Os cargos são de analista municipal nas áreas ambiental/ fiscalização, ambiental/engenharia florestal, ambiental/engenharia ambiental, ambiental/químico, ambiental/engenharia civil, ambiental/agronomia, gestão territorial/geógrafo, arquiteto, geólogo e engenheiro civil. O salário é de R$ 2.075,00. O valor da taxa de inscrição será de R$ 75,00. As provas objetivas terão a duração de 4 horas e serão aplicadas na data provável de 15 de abril, no turno matutino.

Na Fundação de Apoio ao Idoso “Doutor Thomas” são 125 vagas e cadastro. Os salários são de R$ 850 para nível médio e de R$ 2.075 para nível superior. As taxas são de R$ 65 e R$ 75. Os cargos de nível superior são de analista municipal nas áreas de administração, contabilidade, rede de computadores, assistência social, enfermagem, farmácia, fisioterapia, fonoaudiologia, cardiologia, clínica geral, dermatologia, gerontologia, nutrição e dietética, orientação artística, orientação cultura, orientação desportiva, orientação musical, psicologia, terapia ocupacional e assessoria jurídica.

Os cargos de nível médio são de técnico municipal nas áreas administrativa, informática, cuidado com idosos, enfermagem, supervisão nutricional, açougue, condução de veículos, apoio de copa e cozinha, preparo de alimentos, lavanderia, manutenção predial e manutenção eletrica. As provas objetivas terão a duração de 4 horas e serão aplicadas na data provável de 15 de abril, no turno matutino para os cargos de nível superior e vespertino para os cargos de nível médio.

No Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano são 
155 vagas e cadastro para cargos de ensino médio e superior. Os salários vão de R$ 1.245,00 a R$ 6.615. As taxas de inscrição vão de R$ 65 a R$ 100.  Os cargos de nível superior são de procurador autárquico e analista municipal nas áreas de auditoria em sistemas públicos, consultoria em sistemas públicos, administração, serviço social, biblioteconomia, economia, contabilidade, engenharia civil, arquitetura e urbanismo, topografia, geoprocessamento, fiscalização, engenharia elétrica, análise de sistemas e desenvolvedor.

Os cargos de nível médio são de técnico municipal nas áreas administrativa, edificações e informática. As provas objetivas terão a duração de 4 horas e serão aplicadas na data provável de 1º de abril, no turno matutino para os cargos de nível superior e turno vespertino para os cargos de nível médio.

A prova objetiva para o cargo de procurador autárquico terá duração de 5 horas e será aplicada na data provável de 1º de abril de 2012, no turno matutino. Já a prova discursiva para o cargo terá duração de 4 horas e será aplicada na data provável de 1º de abril, no turno vespertino.

As inscrições devem ser feitas até 1º de março pelo site www.cetroconcursos.org.br. A taxa varia de R$ 65 a R$ 100. Na impossibilidade de acesso à Internet, os candidatos poderão se dirigir à Rua Emílio Moreira, n.º 1473, Praça 14 de janeiro – Manaus/AM (em frente à antiga Maxpell), telefone (92) 3637-3118, onde o acesso à Internet será gratuito, no período de 09 de fevereiro de 2012 a 1º de março de 2012, das 9 horas às 17 horas, ininterrupto (exceto sábado, domingo e feriado).
 
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O que é a SEMMAS - MANAUS?

Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade – SEMMAS tem a atribuição de formular e executar a política municipal de desenvolvimento e meio ambiente da cidade de Manaus em consonância com as diretrizes estabelecidas pela política nacional de desenvolvimento econômico, científico, tecnológico e de meio ambiente.

Como uma das ações mais importantes destaca-se a criação do Corredor Ecológico Urbano do Igarapé Cachoeiras do Tarumã, com decreto e memorial descritivo completos já publicados no Diário Oficial do Município do dia 4 de fevereiro de 2009.

Educação Ambiental: Todas as atividades desta Secretaria possuem componentes de Educação Ambiental. As ações nessa área vêm sendo desenvolvidas por meio de projetos, atividades e treinamentos voltados para a educação ambiental junto às escolas e comunidades do Município, em parceria com diversas secretarias do Estado e do Município, além de empresas do setor privado.
Localização e Contato
Semmas
– Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade

Secretário: Marcelo José de Lima Dutra
Subsecretário Municipal de Meio Ambiente  – Adilson Coelho Cordeiro

Endereço: Av. André Araújo, nº 1.500 – Aleixo – Manaus/AM – CEP: 69.060-000
Telefone: (92) 3236-7060 
E-mail:
ascom.semma@pmm.am.gov.br

DISQUE DENUNCIA
08000 92 2000

sábado, 21 de janeiro de 2012

NOTICIA RISCO GEOLOGICO: Fenômeno de 'terras caídas' volta a ameaçar orla de Parintins, no Amazonas

Há risco de a qualquer momento ocorrer desmoronamento em decorrência de erosão

Extraído de:http://acritica.uol.com.br em 21 de Janeiro de 2012

Rua Nakauth, no bairro de Santa Clara, vem sendo ‘engolida’ por constantes deslizamentos de terra e corre o risco de sumir (Jonas Santos)

Os moradores que têm casas erguidas em ruas próximas à orla de Parintins (a 325 quilômetros de Manaus) estão em estado de alerta por causa do risco de desmoronamento.

Os pontos críticos da ilha que ameaçam ser tragados pelas águas do rio Amazonas foram interditados pela Defesa Civil do Município desde o ano passado, mas a situação se agrava ainda mais com o ciclo da cheia do rio e em decorrência do período chuvoso no Estado do Amazonas.

Até mesmo o muro de arrimo da cidade, que guarda a praça do Comunas, um dos locais mais frequentados por turistas, está com sua estrutura comprometida. O muro de contenção da orla apresenta rachaduras e parte dele foi condenado pelo Corpo de Bombeiros.

No Festival Folclórico de 2011, os barcos foram proibidos de ancorar neste trecho da orla. Várias placas chamam a atenção e sinalizam a atracação para distante dali.

Em duas áreas extremas da ilha o perigo também é evidente. No bairro industrial de Santa Clara, a rua Nakauth poderá desaparecer e, no final da rua Armando Prado, no bairro de São Benedito, os desmoronamentos ameaçam levar as casas.
“Estamos preocupados porque tem chovido bastante esses dias. Já fizemos vários apelos. Queríamos que interditassem a rua de novo porque os carros continuam passando por aqui”, disse Elieuza Souza, 30, que reside no local.
Emergência
A Prefeitura de Parintins e o Governo do Estado decretaram situação de emergência na cidade por conta dessas áreas de risco, ainda no ano passado. “O problema maior do desbarrancamento é na vazante, porque na cheia do rio a água bate e não deixa o muro de arrimo cair”, afirmou o coordenador da Defesa Civil de Parintins, Sebastião Teixeira.

Ele disse que a subida do rio Amazonas aumentou uma média de cinco centímetros diários. O volume de água no dia 19 de janeiro era superior a 2010 e 2011, relacionado ao mesmo período. Em 2010, a cota fluviométrica marcava 3m60 e, em 2011, apontava 2m36. “Neste ano a régua marcou 4m6”, completou o coordenador.

Seinfra
O prefeito de Parintins, Bi Garcia (PSDB), informou que a prefeitura aguarda a definição com o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura (Seinfra), e com o Governo Federal para construir o muro de contenção nos bairros de São Benedito e Santa Clara.
“São trechos extensos que requerem um maior volume de recursos financeiros e o município sozinho não tem condições de arcar. Estamos no preparando para fechar os convênios e realizar a obra no primeiro verão”, disse o prefeito. Garcia apontou que esses dois trechos representam o maior perigo de desmoronamento.

Na praça do Comunas, no Centro, onde os paredões do muro de saneamento já apresenta rachaduras, o prefeito anunciou que a prefeitura irá executar a obra com recursos próprios. O município vai desembolsar R$ 200 mil para os serviços.

“Na semana que vem a obra começa na área da praça do Comunas. Ali a situação esta mais fácil de resolver”, conclui o prefeito, que está, em Manaus, e teve ontem um encontro com o governador do Amazonas, Omar Aziz (PSD).

Famílias
A cada chuva, problema se agrava no Nova Vitória. Moradores dizem não ter mais a quem apelar e Seinfra vai enviar técnicos ao local Alexandre Fonseca Casas estão a centímetros da grande cratera que ameaça destruí-las Abandonadas.

É assim que as 20 famílias residentes na avenida João Marcos Posseti, no bairro Nova Vitória, Zona Leste de Manaus, se sentem em relação ao que chamam e descaso das autoridades quanto à situação de perigo que estão vivendo.

Toda vez que chove, o barranco onde suas casas foram erguidas cede um pouco mais, colocando em risco a vida das famílias das áreas superior e inferior do barranco. Moradores dizem que não sabem mais o que fazer.

Eles já procuraram as defesas Civis do Estado e do município e a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), mas não obtiveram resposta. “Quando a gente vai lá na Defesa Civil dizem que essa área não existe e que nós, moradores, já saímos daqui e fomos indenizados pela Suhab”, disse o morador Ricardo Dias Frota, 32.

Ricardo mostra que parte do barranco já cedeu e há sinais de erosão vistos no solo das casas, As residências de alvenaria estão rachadas e nas casas de madeira os esteios estão cedendo gradativamente.
“Nós pedimos uma solução ao governo e à prefeitura. Se a área desabar, como a gente vai ficar?”, questionou o vigilante com o laudo da Defesa Civil de 2008 que indica que a área é de risco. A Suhab indica que as ações realizadas na área foram solicitadas pela Secretaria de Infraestrutura do Amazonas (Seinfra).

Já a Seinfra diz que os técnicos do Departamento de Engenharia vão analisar a situação da área para inserí-la no Plano de Combate a Erosões e verificar se os moradores foram indenizados. O órgão já identificou 63 pontos de erosão nas zonas Norte e Sul de Manaus para intervenção imediata.
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Como sempre a falta de trabalho de base torna as ações mais dificeis, se a Defesa Civil mal conhece as áreas de risco da cidade de Manaus, imagino como deve ser o procedimento no interior do estado....

Em junho de 2011 estive nessa área de Parintins e a situação ja era crítica, imagino que atualmente esteja pior, e como sempre o poder publico apenas solicita que os moradores se retirem do local pois pode desabar, como se os mesmos não soubesse disso! a pergunta é: pra onde ir?

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazonas - Brasil

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

NOTICIA PETROLEO - Sonangol e Maersk anunciam descoberta do primeiro poço do pré-sal de Angola

Sonangol e Maersk anunciam descoberta do primeiro poço do pré-sal de Angola

Fonte: Destak - Portugal

A Sonangol e a Maersk Oil anunciaram na última semana a descoberta do primeiro poço a penetrar o pré-sal em águas profundas em Angola, estimando que possa vir a produzir mais de 3.000 barris de petróleo por dia.

O poço de exploração Azul-1, localizado no bloco 23 da bacia do Kwanza, foi perfurado numa lâmina de água de 923 metros e atingiu uma profundidade de 5.334 metros, anunciam as empresas em comunicado.


Trata-se, segundo a mesma nota, do primeiro poço de águas profundas a atingir reservatórios no pré-sal em Angola.

Extraído de: Geodireito - Estudos em Geociências e Direito em 13/01/2012
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Excelente noticia...
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

NOTICIA PETROLEO AMAZONIA - AM fecha novembro com a 3ª maior produção de petróleo e gás natural

Disponivel em: Portal G1

AM fecha novembro com a 3ª maior produção de petróleo e gás natural

Ranking é relacionado a produção da Petrobrás em novembro.
Produção aumentou 3%, em relação a outubro, no Brasil.

Autor: Girlene Medeiros Do G1 AM

Descoberta de Urucu completou 25 anos. (Foto: Divulgação/Petrobrás) 
Descoberta de Urucu completou 25 anos. (Foto: Divulgação/Petrobrás)

O Amazonas ocupa o terceiro lugar na lista dos estados com maior produção de petróleo e gás natural da Petrobrás do Brasil, em novembro deste ano, ficando atrás apenas dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. 116.452 mil barris de petróleo e gás foram produzidos no estado por dia. Em todo o país, a produção apresentou um crescimento de 3% em relação a outubro deste ano. Os dados foram divulgados, esta semana, pela Petrobrás.

De acordo com informações da empresa, 51.220 mil barris de petróleo e 10.371 mil metros cúbicos de gás natural foram produzidos, por dia, no estado. A quantidade de gás no município de Coari, a 421 km de Manaus, via fluvial, faz do local o maior produtor terrestre de gás natural. A descoberta do campo de Urucu completou 25 anos no mês de novembro deste ano e o gasoduto Urucu-Coari-Manaus possui capacidade atual é de 6,75 milhões de metro cúbicos, por dia, dos quais 5 milhões são destinados à geração termelétrica.

Ainda na base de Urucu, o Polo Arara produz 1,3 tonelada de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) - equivalente a 115 mil botijas de 13kg - direcionados para o abastecimento do Amazonas, Pará, Rondônia, Maranhão, Tocantins, Acre, Amapá e parte do Nordeste.
 
HRT
Outra empresa de exploração de petróleo e gás natural que atua no estado é a HRT. No terceiro trimestre deste ano, a empresa identificou a presença de três intervalos de gás e cinco portadores de petróleo no município do Tefé, distante 631 km de Manaus, via fluvial.
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Excelente noticia, isso mostra que estamos no caminho certo, só falta transformar essa produção em beneficios para a sociedade amazonense.

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

NOTICIA PALEONTOLOGIA: Acharam o dinossauro mais antigo do Brasil?

Acharam o dinossauro mais antigo do Brasil?

O pampadromeu viveu no Rio Grande do Sul há 228 milhões de anos. Será mesmo?

 Peter Moon Repórter especial de ÉPOCA vive No mundo da Lua, um espaço onde dá vazão ao seu fascínio por aventura, cultura, ciência e tecnologia.  petermoon@edglobo.com.br (Foto: ÉPOCA)






Desde que foi descoberto em Santa Maria (RS), em 1936, o estauricosauro ostentava os títulos de primeiro e mais antigo dinossauro do Brasil. Datado em 225 milhões de anos, o estauricosauro pode ter perdido o título de dinossauro mais antigo. O título pertenceria agora ao Pampadromaeus barberenai, um dinossauro igualmente gaúcho que teria vivido entre 230 e 228 milhões de anos atrás. Foi no período triássico, quando ainda não existia o Atlântico Sul. O Brasil estava colado na África, bem no centro do antigo supercontinente Gondwana.

Os 91 fragmentos que compõem o fóssil do pampadromeu foram escavados pelo paleontólogo Sérgio Cabreira em 2006, na cidadezinha de Agudo (RS), perto de Santa Maria. “Encontramos o elo perdido da era dos dinossauros”, disse Cabreira em 2006, ao exibir o fóssil. A declaração efusiva se devia ao fato de a anatomia do fóssil indicar que se tratava de um animal muito antigo e muito primitivo. O espécime foi levado ao Museu de Ciências Naturais, Universidade Luterana do Brasil, em Canoas (RS), e estudado desde então pela nata da paleontologia gaúcha.

O Pampadromaeus barberenai foi oficialmente apresentado ao mundo científico no início de novembro, na reunião anual da Society of Vertebrate Paleontology, em Las Vegas. Esta semana foi a vez do estudo, publicado na bicentenária revista científica alemã Naturwissenschaften. Segundo os autores, o dinossauro inaugura um novo gênero com um nome inspirador, o dos “corredores dos pampas” ou pampadromeus (dromeus, em grego, quer dizer corredor), e da espécie “barberenai”, uma homenagem ao paleontólogo gaúcho Mário Costa Barberena.

O pampadromeu era bípede. Quando vivo, tinha 1,22 metro de comprimento, meio metro de altura e pesava uns 20 quilos. Apesar de pequeno, o pampadromeu era um ancestral da linhagem dos sauropodomorfos, os dinossauros quadrúpedes e pescoçudos que viriam a adquirir proporções colossais. A partir do período jurássico, iniciado há 200 milhões de anos, eles se tornariam os maiores animais terrestres de todos os tempos. No Rio Grande do Sul, há dois outros dinossauros com as mesmas características e que contribuíram para fundar a linhagem dos saurópodes: o Saturnalia tupiniquim e o Unaissauro. (confira no diagrama “Todos os dinossauros do Brasil”.

O pampadromeu é um dos mais antigos dinossauros do Brasil. Viveu no Rio Grande do Sul há 228 milhões de anos (Foto: Divulgação)

Se o pampadromeu tem mesmo entre 230 e 228 milhões de anos como sugerem os autores do estudo, ele seria até 5 milhões de anos mais velho que os quatro dinossauros brasileiros até então considerados os mais antigos: o estauricossauro, o saturnália, o unaissauro e o guaibassauro, todos com cerca de 225 milhões de anos. "É prematuro dizer que é o pampadromeu seria mais antigo que o estauricossauro", diz Atila DaRosa, paleontólogo da Universidade Federal de Santa Maria.

Só há no mundo cinco dinossauros mais antigos. Todos são argentinos, com idades entre 231 e 229 milhões de anos. Dois deles, o eoraptor e o panphagia, seriam parentes do pampadromeu e do saturnalia. 

Saber quem é o mais antigo é uma questão técnica que agora deve servir para acalorar o debate entre os paleontólogos. Para nós, os leigos, importante mesmo é saber que o Brasil e a Argentina foram o berço dos dinossauros. Cada nova espécie que surgir das rochas do Rio Grande do Sul servirá para revelar mais detalhes da história da evolução dos dinossauros. Neste sentido, seja muito bem-vindo, pampadromeu, o “corredor dos pampas”.
 
Referência:
Cabreira, S.F., C.L. Schultz, J.S. Bittencourt, M.B. Soares, D.C. Fortier, L.R. Silva, & M.C. Langer. 2011. New stem-sauropodomorph (Dinosauria, Saurischia) from the Triassic of Brazil. Naturwissenschaften in press

domingo, 23 de outubro de 2011

PETROLEO AMAZONIA: Produção de gás e petróleo abre fronteira de riquezas no AM

Os investimentos bilionários não foram traduzidos na redução direta do preço para o consumidor na tarifa de energia e nas bombas dos postos de gasolina.
[ i ] Produção de óleo e gás na região vira exemplo de sustentabilidade

Manaus - Produzir petróleo e gás na Amazônia sem causar danos ambientais foi o desafio da Petrobras colocado em prática há 25 anos, com a descoberta da Província de Urucu, em Coari, na Bacia do Solimões. 

Ao longo desse período, a estatal investiu US$ 8,7 bilhões e estimulou a criação de uma nova matriz energética limpa e segura para Manaus e seis municípios, em fase de implantação.

Os investimentos bilionários não foram traduzidos na redução direta do preço para o consumidor na tarifa de energia e nas bombas dos postos de gasolina, com a alta carga tributária sobre os derivados. Serviram para criar milhares de empregos, abastecer os cofres públicos com R$ 1,2 bilhão em tributos pagos somente em 2010 e desenvolver soluções para implantar uma indústria no meio da selva com todos os riscos inerentes à atividade exploratória.

“Se decidir interromper a produção de um poço, eu tenho como explicar para a Petrobras, mas em caso de um acidente com danos ao meio ambiente, seria difícil justificar”, explica o gerente João Roberto Rodrigues, que comanda a Base de Operações Geólogo Pedro de Moura, o nome oficial do complexo do Polo Arara, em Urucu.

A saga da estatal na busca de petróleo e gás e escala comercial na Amazônia foi concretizada em outubro de 1986, no poço RUC-1, a cerca de 15 quilômetros do Rio Urucu. Pela primeira vez na Amazônia uma acumulação de óleo e gás em escala comercial foi explorada, deixando para o passado a frustração de Nova Olinda, quando, em 1955, um poço na margem do Rio Madeira jorrou óleo. Naquela ocasião, o então presidente Juscelino Kubitschek foi ao município e até o jornal ‘The New York Times’ noticiou o fato.

Dois anos após comprovada a viabilidade comercial, a Petrobras  montou uma estrutura para escoar o óleo, enquanto reinjetava o gás, sem ter como escoá-lo. Construiu o gasoduto Coari-Manaus orçado inicialmente em R$ 1,2 bilhão, que foi concluído por R$ 4,5 bilhões.

Atualmente, a companhia possui uma estrutura com capacidade de produzir, em média, 52,9 mil barris de óleo por dia. São produzidos outros  11,7 milhões de metros cúbicos (m³) por dia de gás natural, dos quais apenas 3 milhões de m³ são escoados para abastecer as usinas de Manaus, por falta de demanda e não de capacidade, informa o gerente-geral da Unidade de Negócios da Petrobras no Amazonas, Luiz Ferradans. O contrato de 20 anos firmado com a Companhia de Gás do Amazonas (Cigas) é de 5,5 milhões de m³/dia, mas só três usinas locais estão utilizando o novo combustível.

Bacia do Solimões - Complexo de produção se estende por 70 poços

O campo de Urucu possui aproximadamente 70 poços em operação, que tornam o Amazonas o terceiro maior produtor de óleo e gás associado.

Para escoar a produção do meio da selva, a Petrobras construiu uma rede de dutos que ligam os poços até a área de processamento do Polo Arara. De Urucu seguem por três dutos, até o Terminal do Solimões, um complexo situado a 16 quilômetros da sede do município de Coari. Um duto para escoar o óleo, outro para o gás liquefeito de petróleo (GLP), o gás de cozinha, e outro para o gás natural, que abastece parte das usinas do parque térmico de Manaus, com a substituição do caro e poluente óleo e reduziram as emissões de gases na atmosfera.

Do terminal, o GLP é embarcado em navios butaneiros, assim como o óleo nos petroleiros e vão para a Refinaria Isaac Sabbá (Reman). O gás natural prossegue até Manaus pelo gasoduto por mais 383 quilômetros, cortando outros seis municípios no trajeto.

Novas áreas visam ampliar reservas

A empresa possui oito concessões no Estado em fase de exploração, com um total de 722 poços perfurados. Para tocar os planos, devem ser investidos US$ 3,4 bilhões até 2015. As atividades se concentram na Bacia do Solimões, com cinco concessões, e na Bacia do Amazonas, a leste de Manaus, onde detém três campos, entre eles Japiim e Azulão, em Silves, com reservas comerciais de gás.

Nessa área, a empresa poderá fornecer o gás para usinas locais, pois ainda não há plano de construir um gasoduto, como o de Aracanda-Juruá-Urucu, que obteve o licenciamento ambiental. De acordo com o gerente-geral Luiz Ferradans, a construção prevista para ser concluída em 2013 terá 140 quilômetros. A obra vai escoar o gás do campo de Juruá, descoberto em 1978, em Carauari.

A empresa também faz levantamento sísmico em Itapiranga desde julho para descobrir novas reservas. Atualmente, há uma equipe de cerca de 2 mil pessoas nessa área. “Os investimentos são sempre necessários para dar longevidade aos processos de produção”, explica.

Outra aposta é no poço Igarapé Chibata 1, em Tefé, a 15 quilômetros de Urucu, com vazão em fase de testes acima da média dos demais poços daquela região.

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Excelente reportagem, a atuação da Petrobrás na Amazônia é de extrema importância, espero que a empresa obtenha sucesso nas novas prospecções, precisamos ampliar a Refinaria Isaac Sabbá, precisamos desenvolver o uso do gás, mas principalmente precisamos baixar o preço dos combustiveis nessa região.

Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazonia - Brasil

domingo, 16 de outubro de 2011

NOTICIA: Chineses buscam petróleo, mineração e até plantações

De olho em seu crescimento sustentável, a China volta seus olhos para as matérias-primas brasileiras. A voracidade é tanta que há dois anos o gigante asiático figura como o principal parceiro comercial brasileiro. As grandes exportações de minério de ferro e soja alçam a China ao maior comprador de produtos tupiniquins. No entanto, até alguns anos atrás estes insumos eram comercializados entre empresários brasileiros e chineses. Atualmente, parte da produção já é comercializada apenas por companhias sediadas no outro lado do mundo.

Em um levantamento feito por este DCI, nota-se o interesse em áreas estratégicas, como Petróleo, Nióbio (essencial para a produção de aço), Minério de Ferro, e até mesmo terras para plantação.

Segundo Ivan Ramalho, ex-secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), o alto consumo chinês de produtos básicos faz com que tenham de importar muito para manter sua produção. Um exemplo utilizado por Ramalho, que também é presidente da Associação Brasileira de Empresas de Comércio Exterior, é o petróleo. "Eles consomem duas vezes mais petróleo do que produzem. Quer dizer, 50% de tudo o que é utilizado é importado", afirma.

Recentemente, quatro companhias chinesas fizeram grandes aportes financeiros no País referentes à exploração da commodity. Em 2010, a Sinochem comprou por US$ 3,2 bilhões um campo de exploração na costa de Macaé, na Bahia, da norueguesa Statoil. A Sinopec adquiriu cerca de 40% da subsidiária brasileira da Repsol por cerca de US$ 7 bilhões. Neste ano, Petrochina e HongHua já anunciaram investimentos em parques fabris de sondas para investigação de hidrocarbonetos. "A China, como grande compradora de matérias-primas e commodities, tem grande potencial para produzir em outros países", afirma Ivan Ramalho.

Segundo Charles Tang, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC), o país asiático necessita de recursos estratégicos para sustentar seu crescimento. "Sempre haverá o interesse nestas áreas. A China depende desses recursos", explica Charles Tang.

A importância brasileira no mercado chinês, porém, não é relevante, exatamente o contrário quando se analisa a corrente comercial na direção oposta. "O Brasil possui pouco mais de 2% em participação na pauta exportadora e não chega a 1% na importadora", diz Charles Tang.

Para Ivan Ramalho, é necessário dar maior atenção aos recursos e às oportunidades presentes no parceiro comercial. "Precisamos ir mais à China: as chances são enormes por lá", recomenda.

Welber Barral, ex-secretário do Mdic e sócio da Barral M Jorge Consultores Associados, indica que uma grande dependência dos recursos chineses pode ser maléfica para o País. "É arriscado para o Brasil depender do mercado de commodities para a China. Embora se fale muito, ela ainda não tem condições de salvar o mundo em um período de crise", afirma. "Temos que diversificar nosso comércio com outros países emergentes", acrescenta Barral.

De acordo com o ex-secretário, é necessário aumentar a competitividade de produtores para que a importância estrangeira diminua. "É evidente que o Brasil não possui poupança interna, então depende muito de investimentos estrangeiros para o desenvolvimento", explica Welber Barral. De acordo com o consultor, a mácula financeira abre portas para empreendimentos que não trazem benefícios socioeconômicos. "Estes projetos, principalmente os bilionários, não possuem valor agregado", afirma ele, referindo-se aos investimentos em produção de insumos básicos. No início de setembro, um grupo de companhias do parceiro asiático comprou 15% da Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração (CBMM) por US$ 1,95 bilhão. A empresa controla 80% da produção mundial de nióbio. Há mais tempo, a Shandong Iron and Steel e a Xinwen Mining Group adquiriram o direito de exploração do projeto Salinas, uma área rica em minério de ferro em Minas Gerais, após pagar US$ 390 milhões ao grupo Votorantim. A Wuhan Iron And Steel, outra gigante chinesa da mineração, possui 21,5% de participação na empresa de mineração de Eike Batista, a MMX.

Segundo Charles Tang, os chineses queriam comprar até mesmo terras para plantar soja e cana-de-açúcar. "Negando investimentos nestes setores, eles se direcionam para outros países da América Latina e da África", comenta o presidente da CCIBC.

Welber Barral, porém, critica o interesse nestes setores. Segundo o ex-secretário do Mdic, a relação entre China e África pode ser comparada ao metalismo, época em que países europeus exploravam territórios internacionais em busca de ouro e prata. "Estes investimentos vêm para baratear remessas. São investimentos com venda casada da produção para a China", alerta.

Fonte: http://www.dci.com.br/Chineses-buscam-petroleo_-mineracao--e-ate-plantacoes-6-394457.html
Acesso em: 16/10/2011
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Além dos impactos ambientais em seu territótrio os chineses agora irão gerar impactos no Brasil, espero que esse consumo desenfreado nao seja acompanhado de desastres ambientais em nossas Terras.

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

PETROLEO AMAZONIA - HRT venderá 45% em Solimões à russa TNK-BP




A HRT Participações em Petróleo está negociado a venda de 45% de participação em poços de exploração na Bacia de Solimões, na Amazônia, para a TNK-BP, produtora de petróleo da Rússia. A informação é do presidente da HRT, Márcio Rocha Mello.

Segundo ele, a transação está aprovada pelos conselhos da HRT e da TNK-BP, e só falta a assinatura final do acordo, que será feita pelo CEO da TNK-BP, Maxim Barsky, que virá ao Brasil nas próximas semanas.

Pelo acordo, a HRT se manterá como operadora da operação. A fatia negociada com a TNK-BP é a mesma que foi comprada da Petra Energia SA pela HRT em maio. Na ocasião, a HRT havia informado que iria procurar no mercado uma empresa para dar suporte financeiro à operação.

O valor a ser pago pela TNK-BP pela fatia de 45% da participação em 21 blocos de exploração na Bacia de Solimões para a HRT será em torno de R$ 1,288 bilhão, de acordo com a HRT. Os outros 55% de participação continuarão com a HRT.

A operação total ocupa uma área de aproximadamente 48.500 km2 onde foram mapeados e certificados 52 prospectos e 11 descobertas classificadas como recursos contingentes.

Mello disse que a empresa não está passando por dificuldades financeiras e que não irá realizar uma segunda emissão de ações nem emitir bônus para se capitalizar. "Temos um caixa forte e todos os nossos investimentos serão feitos utilizando estes recursos e linhas de crédito de fomento obtidas no Brasil e no exterior", disse Mello.

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

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