quinta-feira, 2 de junho de 2011

DOWNLOAD DISSERTAÇÃO: Geoquímica Ambiental Aplicada À Bacia do Igarapé do Quarenta, Município de Manaus-AM - Autora: Rosa Mariette Oliveira Geissler

 

Geoquímica Ambiental Aplicada À Bacia do Igarapé do Quarenta, Município de Manaus-AM
Autora: Rosa Mariette Oliveira Geissler
Orientador: Prof. Dr. José Duarte Alecrim

RESUMO
Considerando o contínuo crescimento urbano da Cidade de Manaus, que tem como importantes características a ocupação  desordenada de grandes áreas e a existência de muitos loteamentos irregulares, contrastando com condomínios privados que tomam e danificam bens públicos  -  como os Igarapés  - , o conhecimento de seus impactos sobre os recursos naturais tem relevante interesse científico.

Este estudo analisa um desses impactos: a influência da forma reduzida de distribuição dos metais As, Cd, Cr, Cu, Ni, Pb, Sr, V, Zn e Al, Ca, Fe, P nas modificações ambientais ocorridas no Igarapé do Quarenta.

Do ponto de vista metodológico,   as amostras de Sedimentos Atuais e Sub -Recentes foram analisadas através de Espectômetro de Emissão Atômica com Plasma Indutivamente Acoplado  – ICP, e o Hg, mercúrio,  especificamente, através da  Geração de Hidretos Conjugada com Absorção Atômica; as amostras de água, a sua vez, foram examinadas através de Absorção Atômica com Digestão HCI. 

O Igarapé do Quarenta demonstra Variação de pH e temperatura, assim como alta concentração de Cd, Cr, Ni, Pb, Sr, V, Zn e Hg nos sedimentos de fundo atuais e nos sedimentos Sub -Recentes de sua Bacia, o que nos permite identificá- los como seus principais poluentes. 

No que diz respeito à Geoquímica desses metais, os resultados, comparados com outros obtidos no estudo de Igarapés  naturais , sugerem que a constante emissão de esgoto industrial e doméstico para o Igarapé do Quarenta é,  provavelmente, a principal causa de sua poluição.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

ARTIGO AMAZÔNIA: O desconhecimento da Amazônia e o Código Florestal

Reproduzo abaixo o texto elaborado pelo Denis Minev para o Jornal A Critica de Manaus na edição do dia 29 de maio de 2011.


Discute-se esta semana o Código Florestal e sua atualização. Assim como grande parte de nossa legislação ambiental, o atual é uma peça de ficção, fruto da genuflexão brasileira perante o altar do politicamente correto, feito por gente sem conhecimento ou compromisso com a Amazônia. Esta peça de legislação foi responsável por arremessar parcela significativa da população amazônica na ilegalidade; o surpreendente é que o povo amazônico não se rebelou antes contra tal arbitrariedade imposta como descargo de consciência diretamente da Avenida Paulista ou das praias de Ipanema. A ausência desta revolta se atribui ao nosso caráter pacifista e nacionalista.

Surge então a oportunidade de atualizar o código. Ruralistas e ambientalistas se degladiam com grande intensidade no planalto central. Para a Amazônia, as perguntas que devem vir a tona são: qual o interesse dos amazônidas e quem o defende? Proponho uma articulação simples de nossos interesses, baseados em dois conceitos:
1) As amazônidas devem ser respeitados como cidadãos de bem. A legislação deve permitir que a grande maioria dos amazônidas esteja legalizado com simplicidade em suas atividades atuais, levando em consideração as peculiaridades regionais.
2) Se não servir aos homens, não servirá à floresta. A condicionante é que os amazônidas possam ter vidas produtivas; a conservação do meio ambiente que não estimular vidas enriquecidas não nos interessa. Caso o mundo ou os demais brasileiros queiram impor a conservação “para inglês ver”, devem por ela pagar através de serviços ambientais.

O velho e o novo código florestal violam estes simples conceitos. Um exemplo ilustrativo: a regra de que as APPs (áreas de preservação permanente) ao longo de rios largos (com mais de 600 metros de largura, ou seja, todos os principais da região) deve ser de 500 metros de terra além do ponto mais alto da enchente. A Amazônia dispõe de sábios ribeirinhos que vivem, obviamente, à beira dos rios. É desnecessário explicar o motivo que indígenas e ribeirinhos moram à beira de rios e não 500 metros adentro. Estas habitações são ilegais. O plantio da mandioca adjacente às casas, proibido! O novo código florestal proíbe casas nos primeiros 500 metros ao longo de rios largos. Adicionalmente, uma simples tecnologia desenvolvida há séculos pelos indígenas, o plantio na área de várzea, é proibido. Qualquer pessoa que um dia trafegou por um rio na Amazônia tem esta noção. Suspeito que presidentes e ministros do meio ambiente não o tenham feito.

Já se sabe a solução a este impasse: far-se-á vista grossa pelas autoridades, em nome da compaixão com os pequenos. Voltaremos ao ciclo de ilegalidade no qual uma economia organizada e próspera não poderá emergir; continuaremos sujeitos às esmolas de transferência de renda e à tutelagem do meio ambiente. Rejeite-se este cenário odioso! Para a Amazônia há duas saídas: rebeldia cívica ou o Aeroporto Eduardo Gomes.

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Comentario:
Foi o texto mais lucido que li até o momento sobre as alterações do codigo florestal, realmente se grita muito sobre a PRESERVAÇÃO DA AMAZÔNIA porém nós amazônidas é que sofremos as consequências diretas dessa politica preservacionista que impede sua população de ter a mínima qualidade de vida sem transgredir as leis.

O caboclo amazônida sempre adotou praticas ambientalmente sustentaveis porem hoje está impedido de caçar, pescar, alimentar sua familia através da platanção de sua roça....enquanto isso os movimentos ambientalistas recebem verbas estrangeira para nos policiar!

É muito facil falar em PRESERVAR A AMAZÔNIA refastelado em um sofá em um apartamento confortavel na praia de Copacaba ou no meio da Avenida Paulista, é muito facil ser ambientalista atrás de uma tela de computador, usar o seu Ipad ou seu Mac para pregar a preservação do quintal dos outros, e você? Gostaria de saber o que comem os ambientalistas, do que são feitas suas roupas, como se locomovem de um lugar para o outro, qual combustivel move seus motores?
Venham para a Amazônia e tentem viver como querem que vivamos, duvido que aguentem um mês!

Saudações Amazônicas e que o espirito do Guerreiro Ajuricaba posso nos dar força para lutar pelo que é nosso!

Geólogo Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil


sexta-feira, 27 de maio de 2011

DISSERTAÇÃO: A Influência Das Atividades De Exploração De Petróleo E Os Impactos Ambientais E Socioeconômicos Na Cidade De Coari - Autora: Geni Cauper

Vista aérea da cidade de Coari (AM). Foto: Geni Cauper



A Influência Das Atividades De Exploração De Petróleo E Os Impactos Ambientais E Socioeconômicos Na Cidade De Coari

Autora: Gení Conceição De Barros Cáuper
Orientador: José Aldemir de Oliveira


A implantação de grandes projetos  na Amazônia surgiu por meio de incentivos dados pelo governo a partir dos anos 60, com o propósito de integrar e desenvolver essa região. O processo de exploração de petróleo no Estado do Amazonas ocorreu a partir da década de  oitenta de modo mais intensivo, especialmente com a descoberta de petróleo na região do rio Urucu, no município de Coari-AM, desde o começo do século.

O processo de exploração envolve desde a perfuração dos poços, escoamento, beneficiamento e circulação de petróleo e derivados, causando impactos ao meio ambiente e às populações locais. Esta pesquisa tem como objetivo mostrar as características dos grandes projetos desenvolvidos  na Amazônia, com enfoque às questões ambientais, e como se deu o processo evolutivo da exploração de petróleo no Brasil e na região amazônica, e principalmente a influência e os impactos ambientais, sociais e econômicos causados pelas atividades de exploração de petróleo na província petrolífera de  Urucu na cidade de Coari, e quais os mecanismos de controle realizados, tanto na esfera estadual como na municipal.

Para tanto foram realizados levantamentos e análise de documentos em instituições e órgãos ligados às atividades de petróleo e ao trabalho de campo na área do Projeto de Urucu, aplicando formulários  em 200 residências e realizando entrevistas na cidade de Coari.  


DISSERTAÇÃO: Análise Dos Impactos Ambientais Ocasionados Pela Exploração De Recursos Minerais Na Área Do Igarapé Do Mariano No Município De Manaus-AM - Autor: José Roselito Carmelo Da Silva


Análise Dos Impactos Ambientais Ocasionados Pela Exploração De Recursos Minerais Na Área Do Igarapé Do Mariano No Município De Manaus-Am

Autor: José Roselito Carmelo Da Silva
Orientador: Prof. Dr. José Duarte Alecrim

Resumo: 

O grande crescimento urbano de Manaus a partir de 1967 com a implantação da Zona Franca, consolidado com o Distrito Industrial na década de 1970, ocasionaram dois efeitos negativos na ocupação do espaço no Estado do Amazonas. Por um lado, ocorreu o esvaziamento demográfico da zona rural, com base na pequena propriedade ribeirinha familiar de subsistência e por outro a ocupação desordenada do sítio urbano da capital que passou a exercer função de pólo industrial e comercial, ocasionou o êxodo rural. Para atender a construção da infra-estrutura básica, inclusive das inúmeras fábricas que seriam instaladas, os recursos naturais de uso imediato na construção civil, como areia, começaram a ser explorados intensivamente nas microbacias próximas da periferia urbana.

O presente estudo faz uma análise dos impactos ambientais ocasionados pela exploração da substância mineral de uso social, a exemplo das lavras de areia em atividades, abandonadas e clandestinas, na microbacia do igarapé do Mariano. Estas análises estão divididas em três setores, baseados pela sua facilidade de acesso às minas de areia: setor 1 pela AM-010, setor 2 pela BR-174 e setor 3 pela estrada da Vivenda Verde e Via Eurus. Foi também analisada a qualidade da água por meio da determinação físico-química e microbiológica, obedecendo aos parâmetros determinados pela resolução nº. 274 de 29/11/2000 e, nº. 357 de 17/3/2005 do Conselho Nacional do Meio Ambiente.

Foram registrados 13 areais, nas seguintes situações: 2 ativados, 3 clandestinos, 6 abandonados e 2 reabilitados. Desse total apenas 9 foram estudados mais detalhadamente. Como produto final da pesquisa, foi elaborada a Carta de Localização de Áreas Impactadas pela Exploração de Areia, na escala de 1:30.000 identificando as principais áreas impactadas. O estudo revelou ainda, que as lavras de areia na microbacia do Mariano estão produzindo alterações negativas, indicando a ineficiência dos órgãos competentes no controle ambiental.  Portanto faz-se mister, maior rigor na aplicação das penalidades, visando mitigar os problemas ambientais existentes naquela área. 

Palavras - chave: impacto ambiental, areal, reabilitação ambiental, mineral de uso social e agregados da construção civil.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

NOTICIA MINERAÇÃO AMAZÔNIA: Estado do AM não quer ser santuário e se abre à mineração

Noticiário cotidiano - Geral
Ter, 24 de Maio de 2011 09:04

De São Paulo - "Há uma tendência a achar que o Estado do Amazonas é um santuário", diz Nádia Ferreira, secretária do Meio Ambiente. "O Amazonas tem um potencial imenso na área de recursos minerais. Sabemos o quanto o Estado é rico e o Amazonas não vai se furtar de explorar suas potencialidades", avisa. Ela dá outro recado: "Sabemos do serviço que nossas florestas prestam ao mundo e do estoque de carbono que está aqui. É um ativo ambiental grande e é importante que esta conta comece a ser paga."

O Estado do Amazonas indica que suas fronteiras estão se abrindo para a mineração. Em março, o governador Omar Aziz (PMN) criou a Secretaria da Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos para propor e coordenar políticas públicas do setor mineral, de óleo e gás, e atrair investimentos.

No caso da HRT, o pedido de licenciamento para estudos em Coari, Carauari, Tefé e Tapauá ocorreu em 2010. A empresa obteve licença prévia do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) para sísmica, perfuração e pesquisa mineral. "A permissão é só para estudo", reforça Antonio Ademir Stroski, presidente do Ipaam desde fevereiro. "A atividade de estudo é de pequeno impacto", diz ele.

A concessão das licenças-prévias foi concedida pelo Ipaam quando o advogado Graco Diniz Fregapani, hoje gerente-geral do escritório da HRT em Manaus, ocupava a presidência. "Quero falar sobre isso de forma a não deixar qualquer dúvida", disse ele ao Valor. "As licenças sempre são assinadas depois de toda uma avaliação e dos pareceres técnicos e jurídicos que compõem o licenciamento ambiental. Não existe mágica, não existe facilitação." Fregapani, que ficou 12 anos no Ipaam e mais de um ano na presidência, conta que em dezembro pediu para sair do instituto. Sentia falta de desafios, estava há muito no Estado e pensava em abrir uma consultoria. Já desligado, recebeu o telefonema da HRT. "Conversei e me senti desafiado", prossegue. "Para ter postura ética e evitar qualquer tipo de vinculação, não retornei ao Ipaam para tratar de qualquer assunto de licenciamento ambiental da HRT."

Hoje a HRT tem licença-prévia para explorar a ocorrência de hidrocarbonetos em seus blocos. A licença é dada para cada locação. Ali montam a sonda para fazer a prospecção - levam os equipamentos desmontados e de helicóptero. "A abertura de estradas traz uma movimentação que estimula o desmatamento. Nossa logística é via helicópteros e balsas, até porque na Amazônia os rios são as estradas", diz Fregapani. Caso encontrem algo, começa outro rito que se inicia na ANP e, no caso ambiental, exige aprovação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e audiências públicas.

O pesquisador Luiz Antônio Oliveira coordena a CTPetro Amazônia, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), rede criada pelo fundo setorial do petróleo e que também estuda os efeitos negativos da prospecção. Ele lembra que 95% das áreas desmatadas e mais de 60% das áreas degradadas na Amazônia são relacionadas à agropecuária. Sobre a atividade petrolífera na floresta, Oliveira diz que faz uma análise de custo e benefício. "O desmatamento tem que ocorrer. Mas o impacto é tão pequeno que a gente não considera porque o benefício econômico é muito grande."

No caso de exploração de petróleo na Amazônia, a outorga das áreas é feita pela ANP. O licenciamento costuma ser estadual e só é feito pelo Ibama em casos de área marítima e oceânica, se o projeto afetar unidade de conservação federal, se estiver na divisa de países, se cruzar mais de um Estado, se for área militar ou se a avaliação de impacto for regional. "Acaba tendo dupla fiscalização", diz Cristiano Vilardo, coordenador geral de petróleo e gás do Ibama. "Da ANP, que tem a competência para aspectos contratuais da atividade, e do órgão de meio ambiente."
(Fonte: Valor Econômico/DC)

Fonte: http://portosenavios.com.br
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Excelente iniciativa do Governo do Estado do Amazonas, a presevação da floresta às custa da pessima qualidade de vida dos seus habitantes só interessa a quem nunca pôs os pés na Amazônia.

Muito mais impactante que a mineração é a pecuária, alem de que qualquer atividade de extração mineral é obrigada a recuperar a área explotada como tambem realizar a compensação ambiental.

Sou amplamente a favor da mineração na Amazônia desde que se tomem todas as medidas compensatorias e mitigadoras dos impactos ambientais negativos.

Saudações Geológicas
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

O DIA EM QUE A LANCHA DA RECEITA FEDERAL RECUPEROU PARTE DO TERRITÓRIO NACIONAL

O DIA EM QUE A LANCHA DA RECEITA FEDERAL RECUPEROU PARTE DO TERRITÓRIO NACIONAL

A Receita Federal realizou recentemente um concurso sobre “Histórias da Receita Federal”. O vencedor foi o Reginaldo César Cardoso, Ex-Inspetor em Tabatinga/AM, na época em que o José Barroso Tostes Neto era o Superintendente Regional. A história é um resgate não apenas da nossa fronteira, mas de um sentimento muito forte de brasilidade. Vale a pena conferir abaixo:

A fronteira mais inóspita do Brasil, sem dúvida, é Tabatinga, no Amazonas. Em 1753 um punhado de heróis, brasileiros e portugueses, chegou ao alto Rio Solimões e lá assentou acampamento. Reivindicaram a terra para “El Rei” de Portugal. Diz-se que foi uma luta terrível, contra os índios, contra os espanhóis, contra a malária, mas venceram e ergueram o forte de São Francisco Xavier de Tabatinga.
Neste local foi estabelecido um posto militar e fiscal, consolidando o domínio colonial português para muito (e muito mesmo) adiante da linha imaginária de Tordesilhas. Desde essa época, a Alfândega Brasileira está lá, “ onde começa o Brasil…”. Já corria o ano de 2006, Tabatinga continuava inóspita, mas os servidores do Fisco tentavam dar um choque de legalidade, fazendo campanha para que todos comerciantes se cadastrassem, emitissem nota, declarassem o “Simples Nacional” e ficassem em dia com o Leão. Um bom colaborador era o presidente da pequena Associação Comercial da cidade: Seu Izidoro era cearense de nascimento, mas tabatinguense de coração. O pai fora soldado da borracha e ele chegara naquelas paragens ainda criança, adotando aquela terra como sua.
Numa tarde o Inspetor-Chefe da Receita Federal em Tabatinga recebeu uma comitiva de comerciantes brasileiros, que, indignados, exigiam uma ação contra um “flutuante” estrangeiro, que se instalara irregularmente na margem brasileira, em detrimento das autoridades e dos comerciantes legalmente estabelecidos. A comitiva era chefiada pelo Seu Izidoro. Homem sábio e experiente, sabia que se aquele flutuante se instalasse ali, outros viriam, e todo comércio formal da cidade iria ser prejudicado. Para quem não conhece, na Amazônia chama-se “flutuante” qualquer coisa que flutue, esteja ancorado à margem do rio e preste algum tipo de serviço ou venda de mercadoria às embarcações e à população ribeirinha.

terça-feira, 24 de maio de 2011

NOTICIA PETRÓLEO: Exploração privada lidera nova corrida ao petróleo na Amazônia

Noticiário cotidiano - Geral
Ter, 24 de Maio de 2011 09:01

Recomeçou a temporada de caça ao petróleo na Amazônia. Vinte e cinco anos depois de a Petrobras ter iniciado sua operação na bacia do rio Solimões, no Estado do Amazonas, é a vez de uma empresa privada, a HRT Oil & Gas, procurar petróleo sob a floresta. Trata-se de uma operação ambiciosa, iniciada há um mês com a perfuração do primeiro poço perto de Tefé. A HRT é operadora de 21 blocos no Amazonas - ou 48.485 km2, concessão duas vezes maior que a da Petrobras em fase de exploração, já que a estatal já produz no complexo de Araras, onde está o campo de Urucu. A da HRT é uma área equivalente a duas Dinamarcas.

Para se ter ideia do tamanho da empreitada, a pioneira Petrobras tem direito de explorar oito concessões ali, sendo três blocos na bacia do Amazonas em sociedade com a Petrogal Brasil (subsidiária da portuguesa Galp), e cinco na bacia do Solimões, onde há duas áreas em fase de pré-produção, Japiim e Azulão. Entre 2001 e 2009 a estatal perfurou 10 poços na área e agora tem cinco sondas de perfuração. Até o início de 2015 a HRT planeja perfurar 130 poços no Estado. "Vou ser do tamanho de uma Petrobras na Amazônia, prefiro não dizer que serei maior", pontua Marcio Mello, presidente da HRT e que saiu da estatal nos anos 90. A região tem "o melhor petróleo do Brasil", diz ele, que estima estar produzindo 2,5 mil barris/dia na área em 2011. "Quero vender para a Petrobras", diz o geólogo, muito confiante para quem iniciou em 21 de abril as atividades de pesquisa de petróleo e gás na Amazônia.

A HRT tem 51% das concessões na região e sua sócia, a Petra Energia, os outros 45%. Os investimentos da companhia presidida por Mello estão orçados em US$ 1,952 bilhão até o final de 2014. A parte da Petra será de outro US$ 1,59 bilhão. Se a HRT tiver sucesso na campanha exploratória, o número de poços pode chegar a 400, estima o presidente. A petroleira HRT Oil & Gas fez sua estreia na Bolsa de Valores em outubro.

A saga amazônica levou a companhia a criar uma empresa de aviação. A Air Amazonia já tem dois aviões Bandeirante e nove helicópteros. O plano é comprar mais um Bandeirante, outros seis helicópteros e um jato Embraer 170. A frota transportará empregados e prestadores de serviços que irão trabalhar nas bases da Amazônia. Não serão construídas estradas durante a fase de pesquisa.

"O petróleo tem nos dado muito retorno", diz a bióloga Nádia Ferreira, secretaria do Meio Ambiente do Amazonas. "Em nenhum momento o Estado vai deixar de lançar mão das potencialidades que tem, quer sejam minerais ou através da floresta", continua. "Esta é uma decisão estratégica do Estado, um investimento que consideramos importante", diz, falando com tranquilidade sobre a perspectiva da exploração no meio da floresta. "Temos uma política ambiental consolidada e teremos rigor para garantir que a atividade se dê de forma a compensar e mitigar o impacto ambiental que produzir."

O Amazonas é o Estado mais preservado da região, com só 2% do território desmatado. O fato de ser isolado e não cortado por estradas (um dos principais vetores do desmate da Amazônia), explica boa parte do êxito. O desmatamento ocorre no Sul, nas divisas de Rondônia e Mato Grosso.

Antecipando-se às questões ambientais por pretender explorar petróleo e gás na Amazônia, Mello contratou como gerente geral do escritório em Manaus o advogado Graco Fregapani, ex-presidente do Instituto de Proteção Ambiental da Amazônia (Ipaam), o órgão ambiental do Estado. "Qual a companhia que vai explorar petróleo na Amazônia e bota como chefe máximo da exploração o cara que era responsável por toda a política ambiental do Estado?", diz Mello. "Ou sou louco ou sou um cara que quer fazer a coisa diferente."

A estratégia de Mello tem um ponto questionável. O Ipaam é o órgão licenciador do Amazonas e Fregapani ocupava a presidência quando a HRT obteve as licenças-prévias. "Acho isso normal", defende Nádia Ferreira. "Existe um processo robusto de informações e tudo é analisado. Tem laudo, equipe técnica, o presidente não assina sozinho." A secretaria reforça: "A HRT tem autorização apenas para pesquisa. Se encontrar algo, levará seus estudos para a ANP (a Agência Nacional do Petróleo) e aí, sim, entrará em nova fase". Para explorar petróleo é preciso aprovar o estudos de impacto ambiental (EIA-Rima) e fazer audiências públicas nos municípios afetados.

Fonte: Valor Econômico/Claudia Schüffner e Daniela Chiaretti | Do Rio e de São Paulo
Original extraído daqui: http://portosenavios.com.br
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O Dr. Graco Fregapani é um profissional muito competente, realizou um excelente trabalho como Presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas, desejo sucesso nessa nova empreitada à frente da HRT no Amazonas.

Saudações Geológicas
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

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