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terça-feira, 19 de março de 2013

ARTIGO: ESTUDO INTEGRADO PARA MAPEAMENTO DE FRAGMENTOS DE ROCHAS E AVALIAÇÃO DE CENÁRIO FUTURO DE EROSÃO PARA PROJETO DE ATERRAMENTO DE DUTOS EM TRAVESSIA DO RIO SÃO FRANCISCO


Autores: Jamile Dehaini1,3; Elias Vicente da Cruz Santos Júnior1,2
1Escola de Ciências Exatas e Tecnologia do UniNorte - Laureate International Universities;
2AMAZONGEO Geologia e Meio Ambiente
3HIDROGEOFÍSICA

INTRODUÇÃO:
O estudo apresentado constitui-se da análise de resultados de um levantamento de dados realizado para projeto de lançamento de cabos de fibras ópticas, em trecho ao longo da travessia do Rio São Francisco, localizado há aproximadamente 200m da foz.

(a)                                                            (b)
Figura 1 – Localização da área de estudo. (a) Localização geográfica; (b) Situação local com a indicação dos trechos existentes entre as ilhas fluviais. (fonte: CHD, 2011)

Os objetivos estabelecidos foram de determinar a possibilidade de ocorrências rochosas de alta resistência geomecânica que dificultariam a abertura da trincheira no leito do rio como também avaliar a dinâmica hidro-sedimentológica em função de poder expor o cabo e, consequentemente, causar algum prejuízo à previsão de vida útil do cabo. 

Os resultados apresentados são constituídos a partir dos levantamentos hidrográfico (posto de régua e estação fluviométrica da ANA), geofísico (sísmica rasa de alta resolução com DGPS), meteoceanográfico (medição de direção do vento, medição de nível e velocidade de corrente d’água), batimetria com DGPS e amostragem sedimentológica do leito e sub-leito em pontos pré-estabelecidos, todos realizados ao longo e entorno da linha de projeto da travessia.

Para análise técnico científica recorreu-se a levantamento bibliográfico (caracterização geomorfológica, geológica, hidrológica e hidrogeológica) e visitas in loco, com o intuito de fundamentar as análises sobre os dados como complementar informações pertinentes ao estudo. 

A partir dos resultados foi possível analisar os processo físicos predominantes do ponto de vista hidrodinâmico que poderiam afetar em médio e longo prazo a integridade do cabo de fibra óptica a ser implementado na travessia.

Figura 2 – Divisão geomorfológica e vegetativa da foz do São Francisco. (Oliveira, 2003 In: Silva, 2009).

CONSIDERAÇÕES FINAIS
A interpretação dos resultados permitiu concluir que:

a) a área da travessia proposta se situa no trecho do perfil longitudinal do São Francisco próximo à foz, onde ocorre predominantemente a sedimentação devido a um processo natural, caracterizada por baixa declividade e intensa sedimentação;

b) a área se situa a jusante da Usina Hidroelétrica de Xingó que infere uma regularização da vazão evitando assim descargas com maior energia potencial que possam produzir processos erosivos no leito;

c) de acordo com a sísmica, a qual foi aferida pela amostragem de sedimentos e análise granulométrica dos mesmos, não há ocorrências de tipos litológicos ou fragmentos de rocha com alta resistência mecânica os quais poderiam demandar processos de abertura de trincheira mais complexos;


Figura 3 – Parte da seção sísmica do Trecho 1 (adaptado de CHD, 2011)


d) de forma geral ocorre a predominância de sedimentos de areia média à fina e secundariamente ocorrem sedimentos siltosos e argilosos, considerado condizente com o ambiente local, sendo classificado como uma planície de inundação e, portanto predominam sedimentos mais finos;

e) enfim, concluiu-se que não há possibilidade de ocorrer exposição dos cabos de fibra óptica no trecho em leito, no entanto, a área apresenta vegetação de porte baixo e médio, característica de ação antrópica atuante durante longo período, sendo que a ausência da mata ciliar acelera o processo de erosão nas margens e, consequentemente, contribui para exposição dos cabos nas margens.

A escolha adequada e integração dos métodos diretos e indiretos aliados a extenso levantamento bibliográfico, proporcionou resultados com alta qualidade e confiáveis, os quais foram confirmados na execução rápida e eficaz do lançamento do cabo no trecho estudado, sem ocorrências de imprevistos, como também inferiu a necessidade de tomada de providências em relação às margens.

REFERENCIAS
DEHAINI, J & SANTOS JÚNIOR, E. V. DA C. ESTUDO INTEGRADO PARA MAPEAMENTO DE FRAGMENTOS DE ROCHAS E AVALIAÇÃO DE CENÁRIO FUTURO DE EROSÃO PARA PROJETO DE ATERRAMENTO DE DUTOS EM TRAVESSIA DO RIO SÃO FRANCISCO. Anais do 46º Congresso Brasileiro de Geologia e 1º Congresso de Geologia dos Países de Língua Portuguesa. Santos, SP.2012.


quarta-feira, 25 de maio de 2011

NOTICIA MINERAÇÃO AMAZÔNIA: Estado do AM não quer ser santuário e se abre à mineração

Noticiário cotidiano - Geral
Ter, 24 de Maio de 2011 09:04

De São Paulo - "Há uma tendência a achar que o Estado do Amazonas é um santuário", diz Nádia Ferreira, secretária do Meio Ambiente. "O Amazonas tem um potencial imenso na área de recursos minerais. Sabemos o quanto o Estado é rico e o Amazonas não vai se furtar de explorar suas potencialidades", avisa. Ela dá outro recado: "Sabemos do serviço que nossas florestas prestam ao mundo e do estoque de carbono que está aqui. É um ativo ambiental grande e é importante que esta conta comece a ser paga."

O Estado do Amazonas indica que suas fronteiras estão se abrindo para a mineração. Em março, o governador Omar Aziz (PMN) criou a Secretaria da Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos para propor e coordenar políticas públicas do setor mineral, de óleo e gás, e atrair investimentos.

No caso da HRT, o pedido de licenciamento para estudos em Coari, Carauari, Tefé e Tapauá ocorreu em 2010. A empresa obteve licença prévia do Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam) para sísmica, perfuração e pesquisa mineral. "A permissão é só para estudo", reforça Antonio Ademir Stroski, presidente do Ipaam desde fevereiro. "A atividade de estudo é de pequeno impacto", diz ele.

A concessão das licenças-prévias foi concedida pelo Ipaam quando o advogado Graco Diniz Fregapani, hoje gerente-geral do escritório da HRT em Manaus, ocupava a presidência. "Quero falar sobre isso de forma a não deixar qualquer dúvida", disse ele ao Valor. "As licenças sempre são assinadas depois de toda uma avaliação e dos pareceres técnicos e jurídicos que compõem o licenciamento ambiental. Não existe mágica, não existe facilitação." Fregapani, que ficou 12 anos no Ipaam e mais de um ano na presidência, conta que em dezembro pediu para sair do instituto. Sentia falta de desafios, estava há muito no Estado e pensava em abrir uma consultoria. Já desligado, recebeu o telefonema da HRT. "Conversei e me senti desafiado", prossegue. "Para ter postura ética e evitar qualquer tipo de vinculação, não retornei ao Ipaam para tratar de qualquer assunto de licenciamento ambiental da HRT."

Hoje a HRT tem licença-prévia para explorar a ocorrência de hidrocarbonetos em seus blocos. A licença é dada para cada locação. Ali montam a sonda para fazer a prospecção - levam os equipamentos desmontados e de helicóptero. "A abertura de estradas traz uma movimentação que estimula o desmatamento. Nossa logística é via helicópteros e balsas, até porque na Amazônia os rios são as estradas", diz Fregapani. Caso encontrem algo, começa outro rito que se inicia na ANP e, no caso ambiental, exige aprovação do Estudo de Impacto Ambiental (EIA-Rima) e audiências públicas.

O pesquisador Luiz Antônio Oliveira coordena a CTPetro Amazônia, do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), rede criada pelo fundo setorial do petróleo e que também estuda os efeitos negativos da prospecção. Ele lembra que 95% das áreas desmatadas e mais de 60% das áreas degradadas na Amazônia são relacionadas à agropecuária. Sobre a atividade petrolífera na floresta, Oliveira diz que faz uma análise de custo e benefício. "O desmatamento tem que ocorrer. Mas o impacto é tão pequeno que a gente não considera porque o benefício econômico é muito grande."

No caso de exploração de petróleo na Amazônia, a outorga das áreas é feita pela ANP. O licenciamento costuma ser estadual e só é feito pelo Ibama em casos de área marítima e oceânica, se o projeto afetar unidade de conservação federal, se estiver na divisa de países, se cruzar mais de um Estado, se for área militar ou se a avaliação de impacto for regional. "Acaba tendo dupla fiscalização", diz Cristiano Vilardo, coordenador geral de petróleo e gás do Ibama. "Da ANP, que tem a competência para aspectos contratuais da atividade, e do órgão de meio ambiente."
(Fonte: Valor Econômico/DC)

Fonte: http://portosenavios.com.br
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Excelente iniciativa do Governo do Estado do Amazonas, a presevação da floresta às custa da pessima qualidade de vida dos seus habitantes só interessa a quem nunca pôs os pés na Amazônia.

Muito mais impactante que a mineração é a pecuária, alem de que qualquer atividade de extração mineral é obrigada a recuperar a área explotada como tambem realizar a compensação ambiental.

Sou amplamente a favor da mineração na Amazônia desde que se tomem todas as medidas compensatorias e mitigadoras dos impactos ambientais negativos.

Saudações Geológicas
Professor Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

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