terça-feira, 3 de novembro de 2015

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

Coaching[1] é uma palavra em inglês que indica uma atividade de formação pessoal em que um instrutor (coach) ajuda o seu cliente (coachee) a evoluir em alguma área da sua vida.

O conceito de coaching surgiu nas universidades norte-americanas para definir umtutor particular. O coaching preparava os alunos para exames de determinada matéria. Com o tempo passou a ser usada também para se referir a um instrutor ou treinador de cantores, atletas ou atores. A palavra coaching vem da palavra inglesa "coach" e significa treinador. Esse treinador tem o objetivo de encorajar e motivar o seu cliente a atingir um objetivo, ensinando novas técnicas que facilitem seu aprendizado.

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Professor Elias Santos Junior
Geólogo & Self-empowerment Coach

No instagram somos @Prof_eliasCoaching

sábado, 24 de outubro de 2015

346 anos da Cidade de Manaus

Parabéns Manaus, Manaós, Barélandia, Jaraquilandia, Antes chamada Terra do Mormaço agora és a Terra da Quentura, Manaus - Cidade Sorriso ou tambem Só riso, Do encontro das aguas, da Ponta Negra, do povo caloroso, amável, hospitaleiro, mas tambem Guerreiro como Ajuricaba, que preferiu se lançar nas aguas do Negro e Solimões a ser exposto como trofeu pelos colonizadores, és tu Manaus a "Mãe dos Deuses", Terra que Amamos!

Parabéns Manaus pelos seus 346 anos!

Professor Elias Santos Junior
Filho de Ajuricaba

Obs: Nao conhece Ajuricaba? Então CLIQUE NO LINK

http://www.gentedanossaterra.com.br/ajuricaba.html


sexta-feira, 14 de agosto de 2015

MEU NICHO DE NEGÓCIO DENTRO DO COACHING - Professor Elias Santos Junior - Geólogo & Coach



Self-Empowerment Coach
Professor Elias Santos Junior - Geólogo & Coach

O nicho de coaching em que estou atuando tenho denominado de Self-Empowerment Coach, no meu conceito trata-se de uma técnica de Coach para Empoderamento Pessoal a qual tenho apresentado em forma de palestras motivacionais, reuniões de coach-group, como também nas seções de coaching (Peer Coaching) realizadas durante o processo de elaboração deste trabalho de conclusão de curso, assim como nas sessões de coaching formais e informais com meus coachees.


Atuo desde 2001 como professor de nível superior em cursos de graduação e pós-gradução e algo que vinha me chamando atenção nos últimos anos é o crescente descomprometimento dos acadêmicos com suas atividades e principalmente com o baixo índice de aproveitamento dessa massa no mercado de trabalho.


Tal fato me instigou a estudar o mercado de trabalho da área da Geologia, Biologia, Petróleo e Gás mais a fundo buscando entender o motivo do abismo entre a Universidade/Empregador, assim como desenvolver novas ferramentas para tentar diminuir esse gap. A partir do maior conhecimento do mercado tornei-me palestrante nas áreas em que atuo tendo participado da organização e apresentação de vários eventos na cidade de Manaus e em Congressos e Simpósios Nacionais.


Contudo, em 2013 insatisfeito com os rumos que esse trabalho estava tomando, assim como, com os resultados que os acadêmicos estavam obtendo passei a buscar o aprendizado de novas técnicas e metodologias, ocasião em que conheci o Coaching.


A partir desse momento passei a fazer a mescla nas palestras e aulas do conteúdo da disciplina com a apresentação de vídeos e telas motivacionais visando buscar melhores resultados juntos aos acadêmicos apáticos e desinteressados, chegando a tal ponto que em determinados momentos o conteúdo da disciplina acabava sendo negligenciado em função de tantas aulas motivacionais.


Ao participar do curso de Professional & Self Coach acabei conhecendo ferramentas que passaram a ser utilizadas nas palestras e aulas atingindo resultados melhores que antes do curso, porem ainda assim existe um freqüente “medo” que permeia a vida dos acadêmicos alem de um descrédito com o futuro.


Com base nisso busquei um nicho de mercado em coaching que pudesse ser aplicado em casos semelhantes, primeiramente denominamos de empowerment coach (coach de empoderamento), porem ao realizar as pesquisas visando conceituar esse segmento percebi que o mesmo é utilizado comumente em empresas onde os lideres são centralizadores e passam pelo processo para conseguir descentralizar as decisões, no meu entendimento não é o mesmo enquadramento de mercado, o que me fez acrescentar a palavra SELF ao termo.


O Self-empowerment Coach é um processo que visa o fortalecimento da autoestima do individuo possibilitando-o enfrentar os mais diversos desafios.


Berni[1] cita que “Em termos ocidentais, talvez uma das formas mais eficazes de se trabalhar o Coaching seja pelo empowerment. Este conceito surgiu nos anos 1980 e ainda é muito mal compreendido nas organizações. Empoderar – talvez seja a melhor tradução para o termo – significando conceder ou atribuir poder ao outro. Neste sentido, qualquer tipo de coaching, seja ele, pessoal, esportivo, organizacional pode levar ao empoderamento de modo que o coachee consiga acessar seus potenciais, seu poder pessoal e atualizá-lo. É neste sentido que trabalha a liderança servidora de James Hunter. Trata-se, pois de uma perspectiva que aponta antes de tudo para o self-empowerment, ou autoempoderamento, visto que a distinção vida pessoal x vida profissional é uma ilusão. Quanto mais as pessoas seguirem a máxima que estava escrita no templo de Apolo, em Delfos na Grécia – “Conhece-te a ti mesmo”, mais felizes e poderosas serão.”


Nesse mesmo artigo Berni conceitua Self-Empowerment como sendo “uma metodologia de Personal Coaching basicamente realizada pela Internet. Uma proposta pautada pela Abordagem Centrada na Pessoa e pela Psicologia Transpessoal. Um processo em três etapas onde (a) realiza-se um levantamento biográfico para acessar as potencialidades; (b) os potenciais passíveis de atualização e os bloqueios são descortinados por meio do Jogo da Transformação; e (c) realiza-se um plano de ação calcado em dados da realidade.”


Com base nisso decidi atuar nesse segmento no qual tenho atuado com Consultores, Corretores de Imoveis, Atletas, Professores, alem de estar realizando palestras com temas ligados ao coaching, tais como: Coaching Education, Coaching aplicado ao meio ambiente, Coaching e carreira, entre outras.


Então, se você tiver interesse em conversar mais sobre esse tema, entre em contato deixando um comentário ou enviando um email para ejunior13@hotmail.com.

Finalizo te fazendo uma pergunta:


"Quando foi a ultima vez que você fez algo pela primeira vez?"

Saudações!!

Prof. Elias Santos Junior
Geólogo & Self-empowerment Coach



[1] Luiz Eduardo V Berni é Doutor em Psicologia pela USP e criador do Self-Empowerment. Autor do artigo “DESCORTINANDO O COACHING PELO SELF-EMPOWERMENT”. Disponivel em:  http://www.boog.com.br/artigos/descortinando-o-coaching-pelo-self-empowerment. Acesso em 14/06/2015.

Análise de Comportamento – Teste de Perfil Comportamental IBC



Se você fosse um animal, qual você seria?

E se dentro dessa fauna tivéssemos um Lobo, uma Águia, um Gato e um Tubarão, qual deles você seria?

De acordo com o Instituto Brasileiro de Coaching “Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar”, refletiu o poeta Carlos Drummond de Andrade. E não por acaso cada um de nós tem seu modo de formar seus valores, comportamentos e de enxergar a vida.

Ao longo de nossa vida desenvolvemos nossas percepções das pessoas e do mundo ao nosso redor, influenciados por nossos pais, família, amigos, religião, grupos sociais, como também pela negação ou aceitação dos valores da sociedade onde estamos inseridos.

Em minhas aulas e palestras costumo aplicar essa interessante ferramenta para determinação do perfil comportamental dos participantes, é importante salientar que o teste reflete uma situação ocasional e que o perfil pode mudar com o passar do tempo, desde que você passe a mudar a forma como encara as coisas.

Vamos tentar?


Se importaria de compartilhar seu resultado? Se preferir pode me enviar por email (ejunior13@hotmail.com).
Professor Elias Santos Junior (Geólogo & Self-empowerment Coach)

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Geologia de Apoio na Amazônia - Sabe o que é?



Geologia de Apoio
A Ghaia Soluções Ambientais presta serviço de geologia de apoio para empresas que possuem requerimento de áreas para pesquisa, lavra e licenciamento ambiental/mineral na região amazônica porem são sediadas fora da região norte.

A Geologia de Apoio trata-se do acompanhamento desses processos junto aos órgãos responsaveis pelo setor sem que seja necessário a matriz da empresa enviar seus técnicos apenas para protocolar ou acompanhar o andamento dos procedimentos.

Sua empresa quer reduzir custos com o deslocamento para a região norte apenas para efetuar o protocolo ou acompanhamento de processos? Entre em contato conosco que temos a solução para seu problema!

Geólogo Elias Santos Junior
Geólogo Fábio Fernandes
ghaia@ghaiaamazonia.com.br
www.ghaiaamazonia.com.br

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

DISSERTAÇÃO DE MESTRADO DOWNLOAD: Litofácies, Ambientes Deposicionais e Ciclicidade do Grupo Paranoá: Exemplo da região da Serra de São Domingos, nos municípios de Buritis e Formoso, MG - Icília de Lima Feitosa


Titulo: Litofácies, Ambientes Deposicionais e Ciclicidade do Grupo Paranoá: Exemplo da região da Serra de São Domingos, nos municípios de Buritis e Formoso, MG - Icília de Lima Feitosa  

Autora: Icília de Lima Feitosa
Orientador: Carlos José Souza de Alvarenga
Co-orientadora: Caroline Thaís Martinho
Comissão Examinadora: Carlos Emanuel Sousa Cruz (Petra)
Edi Guimarães (UnB)
Lucieth  Cruz Vieira (Suplente)


RESUMO

Na Serra de São Domingos (SSD) está exposta uma sucessão de mais de 1.000 metros, de rochas dominantemente siliciclásticas com intervalos carbonáticos na base e no topo, pertencentes ao Grupo Paranoá de idade Mesoproterozóica. A SSD inclui camadas com mergulho de 200 a 500 para oeste que se estendem entre Arinos (MG) e Alvorada do Norte (GO). Levantamentos estratigráficos na escala de 1:300 foram realizados ao longo de dois córregos que cruzam perpendicularmente a serra, expondo afloramentos contínuos e correlatos onde foi realizado um estudo faciológico, com caracterização de processos sedimentares e ambientes deposicionais. Foram reconhecidas 12 litofácies individualizadas e caracterizadas nas seções estudadas por: De (dolomito com estromatólitos), Dl (dolomito laminado), AFl (arenito fino laminado), AFm (arenito fino com marcas onduladas de onda e corrente), AFh (arenito fino com estratificação cruzada hummocky), AMc1 (arenito médio com estratificações cruzadas unidirecionais), AMc2 (arenito médio com estratificações cruzadas bidirecionais e/ou multidirecionais), AMe (arenito médio estratificado), AMs (arenito médio com geometria sigmoidal), Cp (conglomerado com estratificação planar), Pl (pelito laminado) e PAht (pelito e arenito com laminação heterolítica). A partir da descrição e interpretação dessas litofácies foram reconhecidas quatro associações faciológicas, sendo identificadas por AF-I caracterizada pelas litofácies AFl, Pl, AFh, Dl e De interpretada como de subsistema de zona de plataforma (offshore intermediária-distal); AF-II caracterizada pela associação de litofácies AFm, AFl,  AFh e Pl e interpretada como de subsistema de zona de plataforma (offshore proximal) com combinação de atividade de onda e maré com componente variável de tempestade. Ambas associações de fácies, AF-I e AF-II, são típicas de sistema deposicional de plataforma marinha mista carbonática-siliciclástica. AF-III caracterizada por AMc1, AMc2, AMs, AMe e Cp interpretada como de subsistema de inframaré; e AF-IV caracterizada pelas litofácies PAht e AFm interpretada como de subsistema de intermaré. Ambas associações de fácies, AF-III e AF-IV, são típicas de sistema deposicional costeiro de planície de maré. A partir dos sistemas deposicionais foram delimitadas 3 sucessões estratigráficas e com base no empilhamento das fácies foram identificados 19 ciclos sedimentológicos, com padrão de granodecrescência ascendente, granocrescência ascendente e agradacional evidenciando a mudança da profundidade da lâmina d’água do ambiente deposicional.

Palavras-chave: Grupo Paranoá, Serra de São Domingos, faciologia, Neoproterozóico, sucessão mista carbonático – siliciclástico.


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

ELEIÇÕES 2014 - A ESCOLHA DOS NOSSOS GOVERNANTES E A REVOLUÇÃO DOS BICHOS

 
Resumo do livro:
A história, desde a expulsão de Jones até a "transformação completa de Napoleão em "humano" durou aproximadamente 6 anos. Na Granja do Solar, situada perto da cidade de Willingdon (Inglaterra), viviam bichos, que como dono tinham o Sr. Jones. O Velho Major (porco) teve um sonho, sobre uma revolução em que os bichos seriam auto-suficientes, sendo todos iguais. Era o princípio do Animalismo. O Major morreu, mas mesmo assim os animais colocaram em prática a idéia do líder, fazendo a Revolução dos Bichos.
 
Depois da Revolução, a Granja passou a se chamar Granja dos Bichos, e quem a administrava era Bola-de-Neve (porco). Bola-de-Neve seguia os princípios do Animalismo, e mesmo sendo superior (em quesitos de inteligência e cultura) em relação aos outros animais, sempre se considerou igual a todos, não tendo privilégios devido à sua condição.
 
Bola-de-Neve tinha um assistente, Napoleão (porco), que na ânsia pelo poder, traiu o amigo, assumindo a administração da Granja. Napoleão mostrou-se competente e justo no começo, mas depois passou a desrespeitar os SETE MANDAMENTOS, os quais firmavam as idéias animalistas.
 
Depois de aproximadamente 5 anos, Napoleão já ocupava a casa do Sr. Jones, bebia álcool, vestia as roupas do ex-dono, andava somente sobre duas pernas e convivia com seres humanos, enfim agia em benefício próprio, instalando um regime ditatorial, dominando e hostilizando os demais animais, considerados seres inferiores e sem direitos. Por essa época, já não era possível distinguir, quando reunidos à mesa, o porco tirano e os homens com quem se confraternizava. Napoleão conseguiu sair vitorioso graças à ajuda de Garganta, porco servil e obediente e que, através de bons argumentos, convencia os animais de que tudo o que acontecia era para o bem deles.

Os SETE MANDAMENTOS do Animalismo eram os seguintes:
Qualquer coisa que ande sobre duas pernas é inimigo; Qualquer coisa que ande sobre quatro pernas, ou tenha asas, é amigo; Nenhum animal usará roupas; Nenhum animal dormirá em cama; Nenhum animal beberá álcool; Nenhum animal matará outro animal; Todos os animais são iguais. Napoleão, aos poucos, alterou todos os mandamentos. Foi Bola-de-Neve quem escreveu os SETE MANDAMENTOS.
 
A Revolução dos Bichos é um livro de extrema importância para entendermos o funcionamento de sociedades comandadas por diferentes tipos de governo, além de mostrar de forma genial a ambição do ser humano, o "sonho do poder".
 
O Senhor Jones era o dono da Granja e, como tal, explorava o trabalho animal em benefício próprio, para acumular capital. Em troca dos serviços prestados, ele pagava com a alimentação, que nem sempre era boa e suficiente. Temos aí o retrato de uma sociedade capitalista: quem mais trabalha é quem menos ganha.
 
A Revolução que se deu por idéia do "Major", tinha por princípio básico a igualdade; sendo assim, o Animalismo corresponde ao Socialismo, regime em que não existe propriedade privada e em que todos são iguais, e todos trabalham para o bem comum.
 
A princípio, houve um socialismo democrático, em que todos participavam de assembléias, dando idéias e sugestões, liderados por Bola-de-Neve, bem aceito pelos animais em geral. Napoleão representa o desejo da onipotência, do poder absoluto e, para conseguir seus objetivos, tudo passa a ser válido: mentiras, traições, mudanças de regras.
 
Tempos depois instaurava-se na Granja uma verdadeira Ditadura, o regime em que não há liberdade de expressão, direito a opiniões etc. Na sede pelo poder e pela riqueza, Napoleão entra em contato com os homens para com eles negociar, comprar, vender, enfim, acumular riquezas e tudo graças ao trabalho dos animais, verdadeiros empregados mal – remunerados, ajudando o "patrão" a ter regalias, bens materiais, capital.
 
A situação fica mais crítica do que quando Jones era o dono da Granja porque, mais do que nunca, os direitos humanos, ou seja, dos animais foram violados de forma cruel e tendo conseqüências gravíssimas como a morte de alguns, o desaparecimento de outros e muita tortura.
 
Com base nos fatos ocorridos podemos concluir que a história nos mostra os dois tipos de dominação existentes – a dominação pela sedução: Garganta persuadia os animais com seus argumentos convincentes e eles aceitavam pacificamente as mudanças efetuadas, e a dominação pela força bruta: quem se rebelasse contra as ordens era punido fisicamente, torturado por cães treinados e levados até à morte.  (Texto extraído daqui)


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O grande problema dessa eleição em minha opinião é que não está sendo possível determinar quem é quem, ambos os lados tem Jones, Napoleão e Bolas de Neve.
 
Eu espero que ao final do pleito que saia ganhando seja o povo brasileiro e não os que se apoderaram do Brasil.
 
Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

PETROLEO - Angola pode retomar em 2014 título de maior produtor de petróleo em África

 
 
Angola, um dos dois principais fornecedores de petróleo da China, pode retomar em 2014 o título de maior produtor petrolífero africano, com o início da exploração de novos poços e a estagnação da produção do actual líder, a Nigéria.
Depois de ter começado o ano em baixa, devido a problemas técnicos nalgumas plataformas, a produção petrolífera angolana está em recuperação, prevendo a petrolífera estatal Sonangol atingir um pico de 2 milhões de barris diários em 2015.
Um relatório recente da Ecobank Research indica que o principal impulso será dado pela entrada em produção de um novo projecto liderado pela petrolífera francesa Total, designado CLOV, que acrescentará à produção diária entre 160 mil barris a 200 mil barris.
“Angola pode potencialmente recuperar o lugar de principal produtor petrolífero africano no final de 2014”, refere a actualização do relatório “Energy, Oil and Gas.”
Mais de três anos depois do primeiro leilão de blocos no “pré-sal”, estão prestes a ter início 8 projectos no mar, incluindo um no Bloco 15-06 que tem uma produção diária de 80 mil barris e reservas totais estimadas em 200 milhões de barris.
A petrolífera italiana ENI, que é o operador no consórcio de produção deste bloco, prevê iniciar a exploração no próximo ano com a produção no quadrante leste, que deverá acrescentar mais 49 mil barris.
A Nigéria detém o título de principal produtor, mas perdeu-o para Angola no ano de 2009, devido a ataques de militantes a algumas unidades produtivas no delta do Níger.
Devido a problemas de segurança na região e de forma mais vasta no Golfo da Guiné, a produção nigeriana tem ficado sistematicamente aquém das previsões: no ano passado, a meta era de 2,53 milhões de barris, mas rondou apenas 2,1 milhões de barris.
Segundo a consultora BMI, a incerteza ao nível da segurança, mas também político e legislativo, deverá levar ao adiamento de projectos de investimento de multinacionais petrolíferas na Nigéria, impedindo o crescimento da indústria.
“Sem a adopção da Lei da Indústria Petrolífera, podem ocorrer mais adiamentos de projectos no mar, resultando numa estagnação na produção nigeriana”, refere a BMI.
Esta situação contrasta com a de Angola, onde o governo mandatou nas últimas semanas a Sonangol para avançar com uma ronda de licenciamento de 10 blocos de petróleo em terra das bacias do Baixo Congo e Cuanza.
Em Abril, a Total e parceiros anunciaram um investimento de 16 mil milhões de dólares no projeto Kaombo, no Bloco 32, ao largo de Luanda, que deverá arrancar em 2017 com uma capacidade de produção de 230 mil barris diários.
A produção petrolífera angolana aumentou a uma média de 15% ao ano entre 2002 e 2008, tendo atingido 1,8 milhões de barris no ano passado, segundo o Departamento de Energia norte-americano.
A China é o destino de grande parte dessa produção, que representa a quase totalidade dos 32 mil milhões de dólares de bens adquiridos a Angola em 2013, numa altura em que as trocas comerciais entre os dois países representam já mais do dobro do registado em 2009.
Na recente conferência de imprensa que serviu para apresentar os resultados da petrolífera em 2013, a administradora da Sonangol, Anabela Fonseca, afirmou que a China vai “continuar a ser um grande consumidor de energia por mais algum tempo.” (macauhub/AO/CN).
 
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Essa é uma das novas fronteiras do petróleo mundial, é importante ficar atento para essa movimentação na costa africana em relação à demanda por mão de obra qualificada.
 
Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

Drones indicam futuro de alta tecnologia para mineraçãoDrones indicam futuro de alta tecnologia para mineração

Cerca de 200 caminhões de transporte sem motorista já estão operando em minas de minério de ferro, principalmente na Austrália

David Stringer, da
 
 
Mina da Rio Tinto: companhia começará em breve a utilizar trens sem tripulação para transportar cargas para a costa e estabelecerá drones em voo em suas minas remotas
 
Melbourne - Minas sem mineradores?
 
Não exatamente. Mesmo assim, um boom tecnológico em robôs, drones, caminhões sem motorista e trens sem condutores está começando a transformar um dos setores que mais trabalho intensivo requerem do mundo, indicando a automatização da logística, das cadeias de fornecimento e do mapeamento, o que permitirá o desenvolvimento de minas em regiões antes consideradas muito perigosas ou remotas para a exploração.
 
Cerca de 200 caminhões de transporte sem motorista já estão operando em minas de minério de ferro, principalmente na Austrália. Enquanto isso, a gigante da mineração Rio Tinto, que financia um dos maiores programas robóticos não militares do mundo, começará em breve a utilizar trens sem tripulação para transportar cargas para a costa e estabelecerá drones em voo em suas minas remotas.
 
Os drones podem monitorar estoques, mapear alvos de exploração, rastrear equipamentos e, no futuro, eles poderão entregar encomendas às oficinas, conforme a Accenture – e em um esquema muito à frente daquele previsto por Jeff Bezos da Amazon.com Inc., que deseja que um dia os livros e DVDs da Amazon sejam entregues imediatamente aos clientes por helicópteros em miniatura.
 
“Venha e me procure mais ou menos em outubro”, disse John McGagh, diretor de inovação da Rio Tinto em Brisbane, Austrália, onde os funcionários utilizam a maior tela de toque do mundo, que admite múltiplos conteúdos, para monitorar as operações de mineração de Utah a Queensland. “Você verá drones voando pelos ares. Não falta muito para isso”.
 
Robôs e drones
Os avanços tecnológicos no desenvolvimento de drones e robôs ajudarão a criar as minas do futuro em lugares remotos como a Malásia, que poderão ser dirigidas a partir de salas de controle inspiradas na NASA em cidades do primeiro mundo dos EUA e da Austrália. A BHP Billiton, a maior do mundo, a Anglo American e a Rio estão entre as mineradoras que estimulam os esforços para esta corrida global de automação altamente tecnológica, apostando que os novos equipamentos ajudarão a reduzir os custos e a melhorar os retornos, além de possibilitar que elas explorem depósitos considerados até o momento muito complexos ou muito perigosos para os humanos.
 
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Muito interessante, gostei do tema e vocês?
Saudações Geológicas!
Manaus - Amazônia - Brasil

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

MINERAÇÃO - O QUE SERIA DE NÓS SEM ELA?


A atividade de mineração tem sido quase sempre motivo de polêmica e discussões entre os diversos segmentos da sociedade. Não faltam palavrões e palavras de ordem contra a atividade, muitas vezes, sem ao menos conhecê-la no seu íntimo. Em todos os locais onde se discute o assunto, ela é, sem sombra de dúvida, a que mais causa debates e, porque não dizer, às vezes discussões tão inflamadas que quase chegam ao auge do contato físico.
Mas, você leitor, que resolveu parar por uns instantes para ler esta coluna, imagine que a mineração não seja tão vilã como parece, senão vejamos: dê uma olhada à sua volta e observe tudo o que o cerca, começando pela sua casa: os tijolos, as telhas e a argamassa que sua casa foi construída (argila, calcáreo e cimento); a cor de suas paredes não passa de um composto de bens minerais e tem o titânio como pigmento da tinta; o piso do seu apartamento é um derivado da sílica e o seu esmalte depende do bismuto; a fiação elétrica é feita de cobre recoberta de plástico emborrachado (petróleo); a lâmpada por sua vez, depende da sílica e do alumínio e o seu filamento do tungstênio; da mesma forma, os encanamentos e o seu gostoso chuveiro elétrico; os canos são ora de plástico, ora de ferro fundido e o chuveiro com ferro, alumínio, cobre, etc. é que proporciona aquela aguinha quente.
Acho que a maioria de vocês já começou a ficar preocupada no sentido de achar alguma coisa que não dependa da Mineração, porque sei que começaram a ver que também dependem dela os pregos, os parafusos, o seu som, sua calculadora, a caneta, as tomadas, as chaves das portas, as cadeiras, o microfone, os seus óculos, os tacos de golfe e até, ou principalmente, o seu carro... ah!...o carro, tinha esquecido dele. Não passa de um amontoado de ferro (aço), alumínio, cobre, chumbo e plástico e, portanto, também depende em 100% da mineração.
Vamos falar sobre a medicina e a odontologia. Como seriam as cirurgias sem aquela parafernália de faquinhas, bisturis, tesourinhas e broquinhas de dentista, etc., fabricadas com aço? E os aparelhos de Ultrassonografia, de Raio X, Tomografia Computadorizada, Ressonância Magnética, Mamografia, etc.? E os remédios? São todos fabricados com os produtos da mineração, escondidos atrás daqueles nomes mais incomuns que continuamente nos deparamos nas caixinhas e não nos atentamos. Pois saibam que todos os remédios, sem exceção, são dependentes da mineração e não existiriam se não fossem os elementos Potássio, o Fósforo, o Magnésio, o Cobre, o Zinco, o Boro, o Manganês, o Sódio, o Bário, etc.
Mas vamos mudar de assunto e falar de beleza. Ah! isso interessa mais. A mineração proporciona também prazeres e alegrias, como por exemplo, a vaidade das mulheres pelos produtos de beleza e maquiagem, as pedras preciosas e diamantes, e o ego dos homens através das joias de ouro, prata, platina, o que inclui desde as bijuterias até os relógios Rolex.
Cansei de beleza e gostaria de falar de comida. E aquela gostosa feijoada que saboreamos normalmente aos sábados, feita com partes do porco (pé, rabo, pele, orelha, etc.), cozidos numa grande panela de ferro ou de barro (argila). E aquelas panelas de alumínio, de aço inox, ou aquelas revestidas de titânio, fáceis de limpar para não estragar o esmalte das unhas das nossas mulheres? É, caros leitores, ficaríamos por certo, um bom tempo aqui escrevendo sobre os utensílios advindos da mineração, mas o espaço é curto.

Amigos, esqueci de um detalhe: as estradas estariam em melhores condições se todos os proprietários de veículos pagassem o seu IPVA em dia, andassem obedecendo os limites de velocidade, não ultrapassassem a faixa amarela, porém nem todos pagam e nem todos obedecem. Mas, espere aí... o que isto tem a ver com a mineração ? Ainda tem as multas !! Por falar nisso, sem a mineração, o que seria da indústria das multas? Não iriam existir os radares, os pardais e as barreiras eletrônicas, pois desde os postes de concreto até as lentes das câmeras fotográficas, tudo depende da mineração (assim não tem graça !!!).
Depois desta pequena explanação e deixar de enumerar outros tantos produtos advindos da mineração, agora você mesmo vai poder olhar em volta e ver tudo com mais clareza. Isto, e tudo mais acima exposto, não pode ser mais ignorado pelos governantes nem pelas comunidades, pois a geração de divisas do país vem do subsolo, que é nosso. Não dependemos de mais ninguém, pois “a raiz da independência está no subsolo”. Um dos segredos da autossuficiência de vários produtos está na mineração e por isso ela precisa ser valorizada e o seu profissional também.

* Crônica inspirada em artigos e coletânea de dados
Autor – Helvio L. Deboni - Extraído de http://institutominere.com.br
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E agora caro leitor, a visão que você tinha à respeito da mineração mudou? Pensem nisso!
Saudações Geológicas!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

DISSERTAÇÃO: GEOTECNOLOGIAS E A PROBLEMÁTICA DOS RESÍDUOS SÓLIDOS URBANOS EM TEFÉ, AM - Autor: ALEXANDRE DONATO DA SILVA


Professor Alexandre Donato - É Mestre em Ciências do Ambiente e Sustentabilidade na Amazônia (UFAM, 2009). Especialista em Geografia da Amazônia Brasileira (UFAM, 2007). Licenciado em Geografia pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA, 2005). Professor de Ensino Superior na UNINORTE/Laureate International Universities. Atua nas área da Geografia e Geotecnologias.


Resumo:


A problemática dos resíduos sólidos é uma questão globalizada, assim como é a urbanização da humanidade. Apesar da relação entre o Produto Interno Bruto (PIB) e a geração de resíduos per capita, o problema atinge a todas as cidades, das mais ricas às mais pobres.

As cidades amazônicas não são, portanto, isentas do problema e, proporcionalmente, também apresentam números significativos na geração de resíduos sólidos.

A limitada infraestrutura de diversos municípios amazônicos, no entanto, impõe dificuldades para realizar os serviços de gerenciamento dos resíduos sólidos urbanos, além do cumprimento da legislação ambiental. O objetivo do presente estudo foi analisar, sob a ótica da legislação ambiental e considerando as particularidades fisiográficas da região amazônica, as alternativas locacionais para a disposição dos resíduos sólidos urbanos no município de Tefé, AM.

Além disso, caracterizar as condições de coleta e disposição dos resíduos sólidos no município e mapear as áreas potenciais para a instalação de um aterro sanitário municipal. Como suporte à decisão foi utilizada a análise multicritério com base em Sistemas de Informações Geográficas, por meio da superposição ponderada (Weighted Overlay - ArcGIS).

Constatou-se que mesmo existindo alternativas locacionais para a instalação de aterro sanitário em Tefé, é necessário que a Resolução nº 04/95 – CONAMA seja adaptada para a realidade de infraestrutura do município no que tange à categoria do seu aeroporto e a Área de Segurança Aeroportuária. A exigência de escoar os resíduos sólidos urbanos além de 20 km a partir do centro geométrico do aeroporto exige a construção de estrada pavimentada de mais de 7 km de extensão, o que significaria impacto econômico e ambiental ao município pela necessidade de desmatar significativa área de floresta.

Os resultados apontaram, ainda, para uma realidade que não é exclusiva de Tefé, mas de todos os municípios localizados nas calhas dos rios que, em quase todos os casos, apresentam as mesmas características fisiográficas e possibilidades logísticas impostas pelo ambiente amazônico.

Palavras-chaves: Amazônia, lixo, suporte à decisão, geoprocessamento

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Essa é mais uma dissertação produzida tendo como área de estudos a Amazônia, recomendo a leitura!

Saudações Geológicas!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus, Amazônia, Brasil

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

DOWNLOAD: CARTA ESTRATIGRAFICA DA BACIA DO AMAZONAS Modificada por Vieira (1999)


Senhores disponibilizo para dowload o link da carta estratigrafica da Bacia do Amazonas (Cunha 1994, modificada por Vieira, 1999).

Referencia:
VIEIRA, L. C. Depósitos Fluviais da Formação Alter do Chão, Cretáceo-Terciário da Bacia do Amazonas, Ponta Negra, Manaus. Universidade do Amazonas, Departamento de Geociências. Trabalho Final de Graduação. 62p. 1999.

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Façam bom proveito!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

REFLEXÃO: Quanto voce quer ganhar?



Estou lendo o livro " Os Segredos da mente milionária" do T. Harv Eker, livro bem interessante que mostra quais os erros que estamos cometendo em relação ao nosso tratamento para com o dinheiro, tem um texto interessante que transmito abaixo:
"As pessoas de mentalidade pobre preferem receber um salário garantido ou ser remuneradas por horas trabalhadas. Precisam da segurança de saber que terão aquela exata quantidade de dinheiro sempre na mesma data, todo mês. O que elas não percebem é que essa segurança tem um preço, e o preço é a riqueza.
 
A vida baseada na segurança é uma vida fundamentada no medo. Na verdade, o que a pessoa está dizendo é: "Temo não ser capaz de ganhar o suficiente pelo meu desempenho, por isso me contento em receber o suficiente para sobreviver ou ter algum conforto".
 
As pessoas ricas escolhem ser remuneradas pelos resultados que produzem, se não totalmente, pelo menos em parte. Elas costumam ter seu proprio negocio. Tiram seus rendimentos dos lucros que obtem. Ganham por comissão ou percentual de receita. Preferem ações ou participação nos lucros a salarios altos. Observe que nenhuma dessas fontes de renda dá garantias. Como disse antes, no mundo financeiro as recompensas são geralmente proporcionais aos riscos."
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Em minhas palestra para acadêmicos que querem saber sobre a carreira na área da Geologia, Petróleo e Gás frequentemente perguntam sobre quanto ganham os profissionais da área, eu respondo com outra pergunta: Quanto você quer ganhar?

Tem alunos que dizem que qualquer coisa já é bom desde que seja na área, outros querem 3 mil reais, outros 30!

Tento dar a melhor resposta possível mostrando quais caminhos devem ser seguidos para cada uma das opções de salario escolhidas...e você, quanto quer ganhar? Está satisfeito com o que ganha hoje? Que ganhar quanto ano que vem? Pense nisso!

Saudações Geológicas!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus -Amazonas - Brasil

sábado, 31 de agosto de 2013

DOWNLOAD ARTIGO - SISTEMAS PETROLÍFEROS ÍGNEO-SEDIMENTARES: Autores - Jaime Fernandes Eiras e Joaquim Ribeiro Wanderley Filho

Distribuição dos campos de óleo e gás da Bacia do Solimões em função da proximidade da soleira inferior

Olá senhores!

Estou disponibilizando aqui um excelente artigo sobre sistemas petróliferos, o mesmo é de autoria dos Geólogos Jaime Fernandes Eiras e Joaquim Ribeiro Wanderley Filho, façam o download no link abaixo e divirtam-se!


Agradecimentos especiais à Prof. Msc. Moeme Máximo por ter disponibilizado o material

Saudações Geológicas!
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

GEOFISICA BRASIL - O primeiro passo da Ouro Preto Óleo e Gás - OPOG

Rodolfo Landim - Presidente da Ouro Preto Óleo e Gás

Cem por cento de três blocos, dois em terra e um offshore, adquiridos na 11ª Rodada de Licitações da ANP, marcam a entrada da Ouro Preto Óleo e Gás no mercado de exploração de petróleo.
Empresa brasileira, fundada em outubro de 2010, com o aporte financeiro de fundos de capital nacional, e dirigida por experientes geólogos e engenheiros brasileiros, a Ouro Preto pagou cerca de R$ 14,8 milhões de bônus e ofereceu 12.134 unidades de trabalho (UT) do Programa Exploratório Mínimo (PEM) que começa a contar a partir da assinatura dos contratos prevista para acontecer neste mês de agosto, no Rio de Janeiro.

Qualificada como Operador B pela Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP), a Ouro Preto só pode operar blocos em águas rasas ou em terra. E dentro desse limite, arrematou por R$ 777.555 (e 122 UT de PEM) o bloco BAR-M-387, em uma área de aproximadamente 220 km2 localizada em águas rasas da Bacia de Barreirinhas, no litoral do Maranhão, na Margem Equatorial Brasileira, tornando-se vizinha de várias grandes operadoras.

"A região é análoga à costa de Gana, no litoral africano, onde foi descoberto o megacampo de Jubileé, e tem vocação para se encontrar óleo, sem descartar a possibilidade de se achar gás natural", explica Sergio Possato, diretor geral da Ouro Preto, acrescentando: "Barreirinhas tem um sistema petrolífero bem definido, com diversos poços já perfurados pela Petrobras no passado em águas muito rasas, entre 20 e 40 metros, e a expectativa é de que a rocha geradora de óleo esteja em águas profundas e que o petróleo possa ter migrado para subsuperfície de águas rasas e terra, a exemplo do modelo da Bacia Potiguar, (no litoral do Rio Grande do Norte)."
O bloco BAR-M-387 (no destaque) localizado em águas rasas da Bacia de Barreirinhas, no litoral do Maranhão, na Margem Equatorial Brasileira. (Fonte: ANP)

Com um olho no calendário da ANP e outro nos elevados custos de exploração, a empresa pretende contratar um levantamento sísmico 3D na região, propondo compartilhar com os vizinhos Petrobras, BP, OGX e BG Group as campanhas de aquisição por uma empresa única, o que ainda está em negociação. "Vamos tentar chegar até o meio do cretáceo, buscando como alvo da perfuração os turbiditos, em uma profundidade entre 3.000 e 3.500 metros abaixo do leito oceânico," salientou Possato.

Gás para termoelétricas

Dois blocos terrestres (PN-T-151 e PN-T-165) na Bacia do Parnaíba, localizada no interior do Piauí, fazem parte do outro objetivo conquistado pela estreante Ouro Preto na 11ª Rodada, sobre os quais a empresa assumiu o compromisso de desembolsar um pouco mais de R$ 14 milhões de bônus de assinatura e realizar 12.012 unidades de trabalho no PEM. Nos blocos terrestres, os estudos da Ouro Preto indicam que a região tem grande vocação para descobertas de gás natural e até conta com algum estímulo do governo para ser usado como matéria prima em usinas termoelétricas.

"Vimos que a Bacia do Parnaíba já é uma produtora de gás e por ela passam linhões (linhas de transmissão do Sistema Elétrico Brasileiro) de 500 kV pelos nossos blocos", destacou Possato, animado com a possibilidade de fornecer gás natural para usinas de geração térmica a gás, sem descartar a possibilidade futura de investir também na construção de uma usina própria, abrindo mais um braço de negócios para a Ouro Preto.

Farm-in e Farm-out

Antes de perfurar um poço, entretanto, o primeiro passo para gerar prospectos é contratar o levantamento sísmico 2D e ampliar o conhecimento regional daquela área. Os blocos não são pequenos: têm cerca de 3,6 mil km2 cada e estão bem distantes um do outro, o que torna a logística da região bastante complicada.

"Para reduzir custos, o ideal para nós seria se uma empresa de aquisição de dados (EAD) fizesse um levantamento especulativo na região e oferecesse os dados a todos os interessados naquela bacia", calcula Possato, pensando em possíveis parceiros como Petra, Galp, Sabre, OGX e até a Petrobras, os vizinhos exploratórios da Bacia do Parnaíba.

"Somos uma empresa enxuta que pretende crescer de forma ordenada. Desse lema não abrimos mão", afirmou Possato, acrescentando que a Ouro Preto analisa algumas possibilidades de aumento do seu portfólio com a entrada de sócios em uma fração de suas concessões e também seu próprio ingresso em blocos operados por outras companhias, em movimentos conhecidos por farm-out e farm-in.

Geocientistas

A diretoria da OPOG é formada por profissionais altamente experientes. O presidente Rodolfo Landim, com origem profissional no E&P, foi técnico de Engenharia de Reservatórios da Petrobras e conhece bem estes campos de terra e águas rasas. O diretor-geral Sérgio Possato é geofísico formado na Petrobras, onde trabalhou muitos anos na Bacia de Campos e já foi superintendente da ANP. O diretor de E&P Edmundo Marques, também ex-Petrobras, começou na Bahia, passou pela sede no Rio de Janeiro e também traz no currículo experiência anterior na Margem Equatorial. O diretor de Serviços Marcos Leme é especialista em TI. Ao todo, somando as áreas técnica e de apoio, a Ouro Preto conta atualmente com 25 profissionais.

A empresa tem quatro anos para explorar as áreas terrestres e cinco para estudar a área offshore. De início a Ouro Preto terá que ampliar seu quadro de geocientistas, contratando seis técnicos geofísicos para fiscalizar o trabalho das empresas de aquisição nas campanhas sísmicas. Também serão recrutados engenheiros de segurança do trabalho para fiscalizar as equipes sísmicas terrestres, engenheiros de reservatório e engenheiros de produção. Posteriormente, quando os dados forem entregues, mais geocientistas serão requisitados para processar e interpretar esses dados.

Sergio Possato acredita que nos próximos anos, as empresas que arremataram blocos na 11ª Rodada promoverão uma geração de empregos bem grande. "Hoje na atividade de geologia para petróleo, aqueles que estão saindo das universidades terão pleno emprego", prevê.
Texto extraído de: 
Em 09/08/2013
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Comentários:
Excelente noticia, após a OGX e HRT anunciarem desenvestimento é muito bom saber que outra empresa nacional pretende prospectar óleo no nosso território.
A mineração é assim mesmo, investimento de risco e busca frenetica por bons resultados, desejo sucesso à OPOG

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