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sexta-feira, 9 de março de 2012

AMBIENTE: RIO+20 vai discutir meio ambiente ou economia verde sustentável?

 

Tema: Ecologia
Autor: Inovação Tecnológica
Data: 8/3/2012 - Extraído de http://360graus.terra.com.br/ecologia/default.asp?did=33131&action=news



Desencontro mundial

A três meses do início da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (RIO+20), os participantes ainda não chegaram a um acordo sobre os objetivos do encontro mundial.

Enquanto os organizadores brasileiros afirmam que a Rio+20 é um encontro para debater o desenvolvimento sustentável, como, a propósito, está expresso no nome do evento, um grande número de participantes de peso afirma que virá ao Brasil discutir questões ambientais e nada mais.

Ambas são questões essenciais, mas um encontro sem foco corre o risco de seguir a esteira de fracassos recentes dos debates tanto sobre um quanto sobre outro tema.

Economia verde

Para os organizadores brasileiros, a RIO+20 poderá alcançar um impacto planetário de magnitude semelhante ao da ECO-92, contanto que consiga superar o desafio de integrar de forma equânime os três pilares do desenvolvimento sustentável: as dimensões ambiental, econômica e social.

Ocorre que a ECO-92 foi essencialmente uma conferência ambiental. Seu sucesso deu-se sobretudo ao mostrar que o assunto estendia-se além das questões estritamente ambientais, mas isto não a tornou uma conferência sobre uma nova ordem econômica mundial.

E parece que o mundo não chegou ainda a um acordo sobre se é necessário realmente realizar uma conferência de cunho tão amplo, ou se apenas precisamos continuar discutindo o meio ambiente, questões econômicas postas à parte.

"A RIO+20 é uma conferência sobre desenvolvimento sustentável e não apenas um debate sobre meio ambiente. A intenção da presidência da conferência é que as dimensões ambiental, social e econômica tenham o mesmo peso no debate. O governo brasileiro, por sua vez, entende que, se os desafios do século 21 não forem vistos de maneira integrada, jamais conseguiremos atingir níveis de sustentabilidade", defende o embaixador brasileiro Luiz Alberto Figueiredo Machado.

De acordo com o embaixador, o mundo atravessa uma época de crise internacional e os atuais modelos de desenvolvimento demonstram uma erosão em sua capacidade de dar respostas aos novos desafios.

"Os modelos atuais produzem crises em todos os pilares do desenvolvimento sustentável: a crise climática, a perda acelerada da biodiversidade, a degradação social e a crise energética demonstram isso. Estamos fazendo algo errado", disse.

Questão ambiental

O esboço do documento que servirá de base para a declaração final da Rio+20, o chamado "Esboço Zero", por sua vez, não avança tanto nesta questão, e tem sido criticado pelos defensores de uma conferência que mergulhe diretamente na questão do desenvolvimento sustentável.

Mas o documento tem sido mais criticado ainda pelos opositores, que dizem que o documento saiu demais da questão ambiental, que deveria ser o foco da conferência.

Autoridades ambientais da Europa criticaram publicamente o documento, atribuindo "falta de foco" ao texto, já que ele estabelece temas como economia verde e desenvolvimento sustentável entre as prioridades do encontro.

Segundo os europeus, a conferência deveria ter mais foco na questão ambiental propriamente dita e na reorganização institucional dos órgãos internacionais voltados ao tema, sobretudo ao IPCC (Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas).

O IPCC vem sendo duramente criticado no próprio meio científico, devido a alguns escorregões que colocaram em dúvida sua credibilidade frente à opinião pública e aos políticos.

A comunidade científica formalizou um estudo propondo mudanças científicas e gerenciais no IPCC, mas o presidente da instituição, Rajendra Pachauri, agarrou-se ao cargo e não se sentiu constrangido o suficiente para sair.

A expectativa é a de que um encontro mundial como a Rio+20 tenha peso suficiente para garantir a adoção das medidas sugeridas no órgão.

A ministra francesa do Meio Ambiente, Nathalie Morizet, por exemplo, afirmou que falar muito sobre crescimento verde e pouco sobre governança significa perder o foco.

Jean Jouzel, vice-presidente do IPCC, também afirmou que a RIO+20 precisa ser "mais conclusiva e menos filosófica".

Queremos mudanças

O Brasil lidera uma visão diferente.

Na época da ECO-92, segundo o embaixador brasileiro, os países desenvolvidos acreditavam que haviam resolvido suas questões econômicas e sociais e dirigiam o foco das discussões para os temas exclusivamente ambientais.

Enquanto isso, os países em desenvolvimento tinham o foco no desenvolvimento econômico apoiado no contexto da sustentabilidade.

"Vinte anos depois, o mundo virou de cabeça para baixo: os países desenvolvidos estão lidando com uma profunda crise econômica e social, enquanto os países como o Brasil são líderes na área em tecnologias verdes, em investimentos em energia limpa e avançaram na inclusão social", disse.

Nesse novo contexto, segundo Machado, a RIO+20 não tem mais uma agenda que olha o econômico, o ambiental e o social separadamente.

Por isso, a comissão brasileira da conferência tem utilizado o termo "economia verde inclusiva", a fim de remeter ao trinômio "crescimento", "inclusão social" e "proteção da natureza".

"A decisão política do século 21 é a de integrar essas três dimensões. Esse é um desafio para todos os países e para a RIO+20. Se conseguirmos essa integração, finalmente poderemos, depois de duas décadas, realizar as promessas da ECO-92", afirmou Machado.

Promessas à parte, o fato é que a situação da Rio+20 se parece cada vez mais com um hoje esquecido "Debate Norte-Sul", um debate que a rigor nunca existiu porque, por mais que o Sul tenha gritado, o Norte sempre fez-se de surdo.
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Parece que teremos mais uma Conferência que não vai conseguir atingir os objetivos propostos...E viva o Ambientalismo Caolho!

Saudações Geológicas
Prof. Elias Santos Junior
Manaus - Amazônia - Brasil

 

terça-feira, 13 de setembro de 2011

NOTICIA AMBIENTE MANAUS - Começa a retirada de antena da TIM sem licença ambiental para funcionar

Manaus tem algo em torno de 550 antenas de telefonia móvel instaladas na cidade

Portal Amazônia, com informações da assessoria: extraido na integra daqui

Foto: Divulgação

MANAUS- O trabalho de retirada da antena de telefonia móvel da TIM situada na Rua Julio Verni, no Aleixo, iniciou na tarde desta segunda-feira (12), por funcionários de firmas terceirizadas responsáveis pela montagem do equipamento. 

O desmonte teve início com a retirada do cabeamento elétrico que alimentava a antena e deverá ter continuidade na manhã desta terça-feira (13).

O Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb) vai disponibilizar guindaste e pá-carregadeira para a retirada da estrutura metálica.

A antena é a primeira estação de rádiobase a ser alvo de uma ação de desmonte, no País, depois de instalada e posta em funcionamento, por determinação de um órgão ambiental municipal. 

A determinação foi do secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Marcelo Dutra. Segundo ele, a TIM é uma das quatro operadoras de telefonia móvel a operar em Manaus. Para ele, a empresa insiste em continuar prestando serviços ineficientes e com a cultura de que Manaus é a cidade em que primeiro se ocupa para depois se cuida em regularizar.

Manaus tem hoje algo em torno de 550 antenas de telefonia móvel instaladas na cidade. “Até hoje todas as antenas foram instaladas por questões técnicas da empresa, depois vem o poder publico. No caso dessa torre da TIM, é uma prova inequívoca do desrespeito e do desacato que eles imaginam que o povo da cidade merece. 

Iniciaram a construção, demos notificação, multa, interdição, houve quebra do embargo, depois novo embargo e estipulamos multa diária de R$ 3 mil até que fizessem a retirada e nem assim respeitaram as determinações do poder público”, ressaltou Dutra.

O secretário recomendou à Câmara Municipal de Manaus (CMM) que regulamente o mercado de celulares, proibindo a venda excessiva sem a devida capacidade de atendimento operacional. “Há empresas que estão com capacidade estourada, linhas caem, ligações ficam ruins, e é preciso que haja um controle e um disciplinamento dessa atividade”, afirmou.

Marcelo Dutra destaca que hoje existe um déficit no número de antenas na cidade, em relação à quantidade de aparelhos ligados. As empresas possuem também pedências junto ao Implurb, como a ausência de certidão de informação técnica de Uso do Solo e Estudo de Impacto de Vizinhança das torres instaladas na cidade.

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Como sempre Manaus na contra-mão, ao invés de retirar deviam obrigar as operadoras a licenciar as antenas e principalmente compensar ambientalmente pelos danos gerados....Exigir que a CMM regulamente venda de celular parece piada.

Em qualquer cidade do Brasil as operadoras encontram-se sobrecarregadas, em Manaus se instalam as antenas (de forma incorreta com toda certeza) mas ao invés de se corrigir o erro busca-se sempre a solução mais radical...vejam, talvez as operadoras nao licenciem pois o poder publico nunca cobrou, e quando cobra demora um ano para efetuar o licenciamento ( se nao acredita no prazo tente licenciar algo na SEMMAS-Manaus).

As torres serao desmontadas, a qualidade do serviço cairá (a população sofrerá com isso) e terão que montar de novo em regime de urgência para atender aos anseios da população! provalvemente sem licenciamento pois será de relevante interesse da cidade (!!!).

Alguem vai ganhar com isso, com certeza não será a população, nao será a cidade e muito menos o meio ambiente.

Três vivas para o ambientalismo caolho...VIVA, VIVA, VIVAAAA

Geólogo Elias Santos Junior - Manaus, Amazônia, Brasil

O que é Coaching - Por Elias Santos Junior - Geólogo, Professor e Self-empowerment Coach

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